Nas cadelas adultas, pode ocorrer inflamação vaginal. Sendo rara em gatas. A vaginite quase sempre se dá por uma infecção bacteriana, que pode ser secundária a anormalidades conformacionais. Uma infecção viral, corpo estranho vaginal, neoplasia, hiperplasia vaginal, esteróides androgênicos ou situações intersexuadas também podem causar vaginite (Merck, 2001).

O sinal clínico mais comum é secreção vulvar. Também pode se observar lambedura vulvar, atração de machos e micção frequente. O hemograma e bioquímico estarão normais, com isso, pode se diferenciar vaginite de piometra de cérvix aberta. Para diagnóstico diferencial a ultrassonografia é o exame mais indicado (Merck, 2001).

A involução uterina pós-parto ocorre em 9 a 12 semanas, havendo presença de lóquio (secreção hemorrágica) durante quatro a seis semanas, fisiológico durante esse período, já queestá ocorrendo a reconstrução do endométrio. Mas, em algumas das vezes estas secreções podem ser preocupantes, fazendo com que a ultrassonografia seja muito importante para uma involução uterina normal no pós-parto, identificando possíveis alterações como retenção de placenta, metrite, etc. Caracterizando pelo aumento da parede uterina e conteúdo em seu lúmen (Carvalho, 2004).

Acompanha-se normalmente até 24 dias após o parto, sendo que nos primeiros dias, suas paredes estarão espessas e irregularescom conteúdo luminal e restos de membranas fetais e maternas. Após 24 dias, suas paredes estarão finas e com conteúdos luminal mais homogêneo à medida que os líquidos forem expelidos. Quando a involução se completa, os cornos uterinos se apresentam tubulares, uniformes e hipoecogênicos (Carvalho, 2004).

Muitas vezes é difícil distinguir no exame ultrassonográfico, coágulos e restos de membranas de retenção de placenta (fisiológicos). Deve se considerar a diminuição ou não do tamanho uterino (Carvalho, 2004).

Imagem de uma cadela com conteúdo com celularidade em cérvix após o parto, em exame clínico, foi observada secreção mucopurulenta (provavelemente vaginite):

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Imagem de uma felina do útero após abortamento, a diferenciação é bem discreta, pois em ambos os casos ainda haverá conteúdo com celularidade em útero, tendo que fazer um acompanhamento para evitar uma infecção secundária:

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