Ultrassonografia Veterinária

A ultrassonografia veterin��ria é utilizada há mais de 10 anos. Muitas vezes é o exame de primeira escolha do cl��nico, já que nos dá uma visão geral de todos os órgãos internos do animal.

O diagnóstico por imagem é de fundamental importância na clínica de pequenos animais, auxiliando o clínico na determinaç��o de diversas doenças, tratamentos e prognósticos.
Existem muitos benefícios do ultrassom como meio de diagnóstico por imagem na medicina veterinária, como o fato de ser seguro para o paciente e para o operador, ser uma técnica não invasiva que possibilita aquisição de imagens praticamente em tempo real.

Ultrassonografia Abdominal:

FÍGADO E VIAS BILIARES

Informações sobre as dimensões, margens, parênquima e vascularização, detectando aumento ou redução da área hepática, presença de cistos, alterações circulatórias congestivas, hepatite, esteatose, cirrose, neoplasias focais ou difusas. Presença de lama biliar, litíases, pólipos, colecistite, etc.

BAÇO

Informações sobre dimensões, contornos, parênquima e vascularização, detectando alteração circulatória congestiva, toxemia, hematomas, cistos, neoplasia, etc.

RINS

Informações obre simetria renal, forma, dimensões e principalmente arquitetura interna (diferenciando a região cortical, medular e pelve, e analisando a jun��ão córtico-medular). As principais indicações são as suspeitas de neuropatas, hidronefrose, cistos, infartes, litíases, etc. Os ureteres somente serão visualizados nos casos de hidroureter e em alguns casos de ureter ectópico.

BEXIGA URIN��RIA

Informações sobre sua forma, topografia, condições de parede e tipo de conteúdo, detectando cistites, litíases (de qualquer tamanho ou natureza), pólipos, neoplasias, etc.

PÂNCREAS

Normalmente é difícil de ser visualizado, por ser um órgão difuso, sua ecogenicidade é semelhante a da gordura mesentérica, e sua topografia é muito próxima ao duodeno, mas seu exame é indicado nas suspeitas de pancreatite, obstrução biliar extra-hep��tica e neoplasias.

TRATO GASTROINTESTINAL

Este exame pode ser útil para avaliar espessamentos de parede, motilidade intestinal, e na suspeita de processos obstrutivos, como a intussuscepção, cujos achados são patognomônicos, mas pode ser in��til em processos obstrutivos que causem dilatação generalizada das alças intestinais por conteúdo gasoso, não permitindo a passagem das ondas sonoras.

PRÓSTATA

Informações sobre dimensões, lobos, contornos, parênquima, uretra prostática, detectando cistos, abcessos, hiperplasia/hipertrofia, prostatite, neoplasias, etc.

TESTÍCULOS

Informações sobre simetria, contornos, arquitetura, parênquima, detectando processos inflamatórios, neoplasia, etc. Em animais criptorquídicos podemos ajudar na localização do testículo ectópico, mas este exame deve ser realizado em animais de pouca idade.

ADRENAIS

As indicações para a realização desse exame são as suspeitas de hiperadrenocorticismo e neoplasia.

LINFONODOS

Normalmente n��o são visualizados, mas são identificados em casos de linfoadenomegalia por causas inflamatórias e neoplasia.

OV��RIOS

Informações de sua simetria, contornos, parênquima, presença ou não de cistos. Pelo ultra-som não podemos diferenciar cistos funcionais de cistos não funcionais. É um método diagnóstico útil após a realização de OSH, para verificar a formação de granulomas e abcessos na região dos pedículos ovarianos e coto uterino.

ÚTERO

Informa��ões sobre dimensões muco/hemo/piometra, hiperplasia endometrial cística, neoplasia e avaliar condi��ões uterinas no puerpério.

GESTAÇÃO

É utilizada para detecção precoce à partir de 20 dias pós cobertura. A idade gestacional é avaliada através da maturação fetal e a vitalidade observada pela monitoração da freqüência cardíaca fetal. A contagem dos fetos pode ser realizada ao redor 28 – 30 dias de gestação, mas o número de fetos será sempre aproximado e quanto maior o número de fetos menor a chance de acerto. A reabsorção e a morte fetal (maceração e mumificação) também são visualizados.

ASCITE

Nos casos de presença de l��quido abdominal livre a ultrassonografia, ao contrário da radiologia, evidencia a definição de imagem dos órgãos.

 

Fonte: http://www.dognostic.com.br/

 

Ultrassonografia Torácica:

Sua principal aplicação �� na avaliação das cardiopatias e de doenças pericárdicas.

Mesmo tendo pouca funcionalidade na ultrassonografia para avaliar estruturas torácicas, com exceção do coração, pode se fornecer informa��ões complementares ao exame radiográfico.

Suas indicações são para a avaliação do espaço pleural, mediastino, pulmões e diafragma. Quando há presen������a de afecções que envolvam a parede torácica ou que resultem de deslocamento, colapso ou consolidação pulmonar. Com isso irá eliminar a presença de ar que dificulta o exame visualizando as alterações necessárias.

EFUSÃO PLEURAL

Presença de líquido em grande quantidade no espaço pleural, independentemente da causa.

MASSAS

Lesões focais pleurais (mesotelioma) e neoplasias metastáticas.

PNEUMOTÓRAX

Presença de ar livre no espaço pleural. Mas a ultrassonografia não é o melhor método de diagn��stico para este tipo de enfermidade.

 

Ultrassonografia Da Região Cervical – Ventral : Pesco����o

Sua avaliação �� rotineira na medicina humana, porém na veterinária, possuem poucas indicações clínicas.

Sua avaliação ultrassonogr��fica é feita em estruturas cervicais chamadas de partes moles, vasos, língua, esôfago, traquéia, laringe, tireóide, paratireóide e linfonodos regionais.

LÍNGUA

Sua avaliação seria para neoplasias e corpos estranhos.

GLÂNDULAS SALIVARES

Avalia-se as glândulas parótida, mandibular, sublingual e zigomática. suas indicações s����o para massas ventrais ao ouvido ou caudais aos ramos mandibulares, assim como abaixo da língua. Outras alterações também são vistas, como a sialite, abcessos e hematomas.

LARINGE, TRAQUÉIA E ESÔFAGO

Por estarem repletas de ar, só se avalia o contorno e a superfície. Avalia-se formações em laringe, colapso de traquéia, alterações na passagem de fluidos em esôfago.

TIREÓIDE

A ultrassonografia de tireóide �� indicada na identificação de massas, diferenciação de lesões sólidas e císticas e determinar a extensão das mesmas. Geralmente se associa a dosagem hormonal.

PARATIREÓIDE

Pouco utilizado na rotina, visualiza-se massas e o hiperparatireodismo secundário.

 

Ultrassonografia Ortop��dica:

É utilizada para avaliar tecidos moles do sistema locomotor e também contornos superficiais ósseos. Completa a avaliação radiográfica fornecendo informações morfológicas e estruturais dos componentes anatômicos.

MÚSCULOS

Suas indicações clínicas são para alterações inflamatórias, degenerativas e traumáticas tais como: seroma, hematoma, abcesso,calcificação,corpo estranho, neoplasias, ruptura de fibras musculares e contratura muscular.

TENDÕES

Por serem estruturas que servem para inser��ão muscular formado por tecido fibroconjuntivo, sofrem mais para cicatrizar e e qualquer tipo de injúria. suas alterações comuns são: luxação, ruptura parcial ou total, tenossinovite, efusão de bainha tendínea e neoplasias.

OSSOS

É bastante limitada, sendo normalmente utilizada a radiografia. Pode adicionar informações em caso de fraturas.

ARTICULAÇÕES

Avalia tecidos moles como espaço articular, cápsula, ligamentos, músculos e tendões. A artrossonografia é indicada quando há evidência clínica na alteração dos componentes articulares sem altera����ões radiográficas.

 

Ultrassonografia Ocular

Método de diagnóstico capaz de avaliar estruturas oculares internas, mesmo com opacidade dos meios de transmissão. É um método simples e rápido, causa pouco estresse no animal. suas indicações são: alterações traumáticas, corpo estranho, hemorragia intra-ocular, luxação de cristalino, deslocamento de retina e qualquer outro caso de opacidade que impossibilite o exame oftalmológico completo.

 

Ecoencefalografia

A ultrassonografia é utilizada amplamente na medicina humana, porém em comparação com esses, os ossos do crânio e face de cães e gatos são muito mais espessos, dificultando a avaliação sonográfica. Em medicina veterinária, muitas das alterações em encéfalo, podem ser diagnosticadas pela ultrassonografia em filhotes com menos de quatro semana, sendo que algumas afecções podem ser diagnosticadas ainda no útero.

Dentre as indicações podemos visualizar: hemorragias, isquemias, coleções líquidas, edema, hidrocefalia, cistos, abcessos, ventriculites, malformações e massas.

Ecocardiografia

Realiza o estudo das diversas estruturas cardíacas por meio de feixes de ultrassom. Ele fornece uma série de dados tanto nos coraç��es sadios como naqueles portadores de cardiopatias congênitas ou adquiridas.

Este exame sempre é escolhido quando se deseja saber informações sobre a anatomia, fisiologia, morfologia e homodinâmica do coração. Mesmo em doenças relacionadas ao sistemo de condução elétrica do coração pode trazer-lhe repercussões anatômicas. Portanto, sempre se deve considerar uma avaliação ecocardiográfica no estudo de todas as anomalias cardíacas para que se obtenha uma melhor análise e compreensão do quadro.

Ecocardiografia bidimensional e em modo-M para o clínico de pequenos animais apresenta intruções detalhadas para obtenção dos planos de imagens ecocardiográficas. Na bidimensional se tem o coração em duas dimensões, analisando sua forma anatômica, morfológica, ajudando no tratamento de anomalias congênitas e também na diferenciação de trombos e massas de difícil acesso no plano unidimensional. No modo-M, por ser a primeira modalidade de estudo, foi utilizado para avaliar movimentação valvar e de parede cardíaca, medindo câmaras e grandes vasos da base do coração.

O Doppler faz a análise do fluxo sanguíneo através das valvas e dos vasos, sendo complementar ao ecocardiograma.

 

Fonte: Ultra-sonografia em Pequenos Animais; Carvalho C., ed. Roca; Ecocardiografia Bidimensional e em Modo-M; Boon, ed. Roca