A hiperplasia nodular benigna é comum, particularmente em cães, representando muitas das lesões hepáticas focais identificadas na ultrassonografia. As malignas podem ser vistas como massas focais e multifocais. Lesões cavitárias, ocasionalmente, cistos biliares e hepáticos, aparecem como focos bem circunscritos, anecóicos e devem ser diferenciadas de tumores císticos. Abcessos hepáticos são incomuns, tendem a aprecer como lesões hipoecóicas, arredondadas ou ovais, regulares ou irregulares, que são frequentemente cavitárias. Granulomas tendem a aparecer como lesões hiperecóicas, ocorrem por doenças fúngicas ou peritonite infecciosa felina. A hemorragia hepática é rara em cães e gatos, pode estar relacionada a hemangiossarcomas ou traumas. Os hematomas hepáticos também podem desenvolver após procedimentos guiados por ultrassonografia, como biópsia( Penninck, 2011).

Os tumores primários acometem mais animais idosos, podendo ser malignos ou benignos. Os linfomas são os tumores hemolinfáticos mais comuns encontrados no fígado, tanto em cães quanto em gatos.

As neoplasias mestastáticas hepáticas são mais comuns que as neoplasias primárias e podem surgir a partir de muitos orgãos, incluindo pâncreas, baço, trato gastrointestinal, glândulas adrenais, glândulas mamárias e pulmões. Uma neoplasia hepática também pode ter origem hemolinfática, abrangendo linfossarcomas e mastocitomas.

Os sinais clínicos podem ser inespecíficos ou específicos, como a poliúria e polidipsia, vômitos, perda de peso, icterícia, encefalopatia hepática e ascite. No exame físico pode se observar hepatomegalia ou massa abdominal e membranas mucosas pálidas (Merck, 2001).

Os achados radiográficos são variáveis e os ultrassonográficos podem confirmar o envolvimento de um único lobo hepático, alterações nodulares múltiplas ou uma doença difusa, embora não seja capaz de  definir o tipo celular da neoplasia,  a biópsia faz o diagnóstico definitivo (Merck, 2001).

Em caso de tumores hepáticos em muitos lobos o prognóstico é ruim, no caso de um lobo recomenda-se a remoção cirúrgica (Merck, 2001).

Felino com nódulo hiperecóico em lobo medial.

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Felino com presença de nódulos arredondados hipoecóicos em lobo hepático esquerdo e moderado líquido livre.

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Nódulo hepático arredondado hipoecóico, localizado em lobo esquerdo de um canino de 9 anos.

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