Os cistos renais podem ser congênitos ou adquiridos, solitários ou múltiplos, uni ou bilaterais. Possuem conteúdo anecogênico e formato arredondado com reforço acústico posterior.

A  doença renal policística geralmente acomete gatos da raça persa. Ocorre o deslocamento e distorção ou dilatação do sistema coletor, podendo ocorrer obstrução mecânica parcial. Para fechamento de diagnóstico deve se correlacionar com exames laboratoriais, histórico do animal e exame clínico, pois existem outras alterações como cistos complicados, hematomas,abcessos, necrose e tumores. Pode se realizar biópsia aspirativa. A ultrassonografia é um exame de diagnóstico que ajuda na avaliação do grau de acometimento dos rins.

Rins Císticos de um felino Persa:

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Algumas mudanças ultrassonográficas podem ser vistas como resultado da pancreatite aguda severa ou da crônica, tais como abcessos e pseudocistos. Ambos possuem aparência sonográfica semelhante, geralemente única, de aspecto cavitário, anecogênico ou hipoecogênico, com pouco ou nenhum eco interno, apresentando reforço acústico posterior , formato oval, paredes espessas e irregulares e de tamanhos variados. O parênquima pancreático se encontra hipoecogênico ao redor do pseudocisto e a gordura mesentérica adjacente ao pâncreas encontra-se hiperecogênica, podendo haver espessamento de parede em alças intestinais. Essas alterações não podem ser diferenciadas entre si somente pela ultrassonografia e são consideradas raras em cães e gatos.

Os abcessos são pouco comuns e desenvolvem-se como resultado de uma infecção do tecido pancreático necrosado.

Os pseudocistos pancreáticos são coleções fluidas que contêm enzimas pancreáticas e debris, que se acumulam em um saco de tecido fibroso não epitelial formado em decorrência de alterações inflamatórias entre serosas, peritônio e mesentério. Os pseudocistos podem estar associados as pancreatites aguda e crônica.

Imagem Ultrassonográfica do pâncreas de um felino:

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Fonte: Ultra-sonografia em Pequenos Animais; Carvalho C., Ed. Roca; Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; Pennick D., Ed. Guanabara


O vírus da Leucemia Felina (FeLV) é um vírus que ataca e enfraquece o sistema imune do gato. A infecção pelo FeLV pode seguir dois caminhos. No primeiro, o vírus ataca tecidos e órgãos do sistema imune. Este ataque leva o animal suscetível a uma variedade de doenças infecciosas, causando também infecções respiratórias, lesões de pele, anemias, infecções orais, retardo na cicatrização de feridas e problemas reprodutivos. A maioria dos gatos infectados morrem desses sintomas. Gatos com histórico de doenças crônicas são suspeitos para leucemia felina. Na segunda forma, os gatos desenvolvem câncer, aparecendo como tumores.

Os gatos expostos ao vírus tornam-se potencialmente portadores. Podem não desenvolver a doença durante certo tempo, mas carreiam o vírus em seu corpo e podem tornar-se doentes e infectar outros gatos, caso a doença torne-se ativa.

A infecção pelo FeLV é passada de um gato a outro pelo contato íntimo e prolongado, sendo o vírus eliminado pela saliva, urina e fezes. Ele é transmitido principalmente através de lambeduras e mordeduras. Gatas prenhes podem transmitir o vírus pela via transplacentária e para os recém-nascidos através do leite materno e lambedura dos filhotes.

Comedouros e bebedouros podem ser uma fonte para gatos sadios, se forem divididos regularmente com animais infectados.

Gatos com um bom sistema imune geralmente resistem ao FeLV. O risco de exposição é maior para gatos que tem acesso livre à rua. Os animais mais suscetíveis são os filhotes, devido ao fato do sistema imune ser imaturo e não ser capaz de combater o vírus.

A evolução da doença pode ser classificada em categorias de acordo com a característica da patogenia:

- Regressiva (viremia transitória ou latente): devido a uma resposta imune eficiente, observado em 30% dos gatos sadios expostos ao FeLV. Podem apresentar testes positivos na fase inicial, mas tornam-se negativos posteriormente, pois o organismo neutraliza o vírus;
- Progressiva (viremia persistente): devido à falha no desenvolvimento de uma resposta imune efetiva. Geralmente estes animais desenvolvem sintomas e apresentam testes positivos;
- Latência: o vírus sai da circulação sanguínea, porém permanece seqüestrado na medula óseea, replicando-se sem deixar as células, podendo ser responsáveis pelo desenvolvimento de anemias e neoplasias. Podem apresentar testes sorológicos negativos;

Não existe tratamento específico para infecções pelo FeLV. Geralmente, realiza-se apenas tratamento sintomático para as infecções decorrentes, anemias e neoplasias.

A única maneira de controlar a Leucemia Felina é através de uma vacina segura e eficaz. Recomenda-se que os gatos suspeitos sejam testados antes de serem vacinados. O teste é simples e pode ser realizado por seu veterinário com uma amostra de soro, sangue ou saliva.

Sinais Clínicos:
Dentre os sinais clínicos mais comuns observados na FIV e FeLV podem ser citados:
- anorexia
- depressão
- perda de peso/caquexia
- alterações comportamentais

Os sinais clínicos estão associados às infecções secundárias e à imunossupressão como:

- Halitose devido a gengivites ou estomatites
- Dermatites recorrentes e abscessos
- Otites
- Infecções das vias aéreas
- Enterites
- Anemia não regenerativa
- Leucopenia com neutropenia, linfopenia e trombocitopenia ou leucocitose por linfocitose
- Linfoma
- Fibrossarcoma
- Doenças mieloproliferativas
Imagens de um felino macho de meses de idade com efusão em tórax:

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Para visualizar o vídeo acesse no facebook a página: Priscilla Pinel Ultrassonografia

Fonte: http://www.provet.com.br/artigo/veterinarios/as-doencas-que-assombram-nossos-gatos-fiv-e-felv/21/


Depois de 16 meses de aprimoramento em ultrassonografia e aprendizado nas outras áreas da imagem, foi terminado mais um ciclo, com muitos percalços, mas com a certeza de dever cumprido!

Com isso, agora será possível fazer exames com maior precisão nos laudos, além de utilizar a ultrassonografia em outras regiões como: ocular, craniana, pescoço e toráx.

Marque já o exame de seu bichinho! capaslide


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Um felino de 5 meses, com efusão pleural já avançada, havia feito um primeiro exame de ultrassonografia, no qual, foi visualizada uma estrutura lateral ao rim esquerdo e próxima ao estômago, em que supostamente poderia ser um corpo estranho que o animal tivesse ingerido, pois ele apresentou vômitos .

Como o animal não melhorou, o veterinário pediu um novo exame. Quando foi colocado o transdutor no local em que poderia haver a estrutura, foi observada uma imagem ovalada, com áreas hiperecóicas (mais claras) e com a utilização do modo Doppler, apresentou vascularização, e consequentemente com o seguimento do exame, outras estruturas parecidas foram visualizadas por todo o abdômen.  Sugerindo na imagem linfadenopatia.

Linfonodos aumentados geralmente são mais arredondados, no caso de neoplasias suas proporções que comparam eixo curto com eixo longo, aumentam mais significativamente e sua arquitetura interna é mais afetada. No caso dos reativos, são mais hiperecóicos (claros), já nos neoplásicos, são hipoecóicos (escuros), embora possa haver áreas de aumento de ecogenicidade se existir necrose, hemorragia ou mineralização.

Em região pancreática, também se observou uma mudança na ecogenicidade de seu parênquima e um aumento em sua espessura com o mesentério adjacente bem claro, caracterizando um processo inflamatório. Sugerindo pancreatite.

A proprietária relatou que o animal é vacinado e não fica solto, nem tem convívio com outros gatos.

Qual seria a suspeita clínica?

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A ultrassonografia é um método confiável para o diagnóstico da gestação em pequenos animais.

Uma gestação normal é de 65 dias em cadelas e 61 dias em gatas.

A ultrassonografia é útil no monitoramento do desenvolvimento fetal e embrionário normais. O primeiro indicador confiável de gestação é a detecção das bolsas gestacionais, que aparecem como pequenas estruturas anecóicas de paredes finas. O embrião pode ser distinguido aos 23 a 25 dias nas cadelas e 16 a 18 dias em gatas. O desenvolvimento fetal é mais rápido após o 30º dia de gestação, permitindo a identificação dos órgãos internos.

Existem parâmetros de mensuração das dimensões fetais, nos quais, auxilia no tempo do parto estimado com uma precisão de mais ou menos 2 ou 3 dias.

A ultrassonografia gestacional também é utilizada para visualizar os batimentos fetais normais, formação fetal e se houver absorção embrionária.

 

A seguir algumas imagens de fases gestacionais:

Gata com 43 dias, visualização de ossos e órgãos internos:

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Cadela com 32 dias de gestação, nota-se vesículas mais aparentes, mas com formação cardíaca e de alguns órgãos.

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Imagens de outra cadela com 43 dias, presença de formação óssea e órgãos internos mais aparentes:

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Imagens de mais uma cadela com 58 dias, órgãos internos totalmente formados, com presença de motilidade intestinal, visualização de rins, pulmão e fígado:

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Imagens de uma cadela agora com 65 dias:

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Fonte: Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais.

 

 

 


A formação de abcessos pode anteceder ou mesmo acompanhar a fase inicial da peritonite. Na ultrassonografia eles irão se apresentar como bolsas com conteúdo líquido e celularidades, podendo ter em seu interior também trabéculas de fibrina que fazem linhas  hiperecóicas, além de focos gasosos. Sua parede será mal definida e hiperecóica. Em sua porção cavitária frequentemente apresenta-se hipoecóica, podendo ter reforço acústico posterior se a contagem celular não for alta.

Fonte: Altas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; Dominique Penninck & Marc- André d’ Anjou; ed Guanabara Koogan.

Imagem de um canino de 14 anos com aumento abdominal com dor na palpação:

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Imagem retirada do livro Atlas de Ultrassonografia de pequenos animais (para visualizar mais imagens e vídeos acessem a página do Facebook – Priscilla Pinel Médica Veterinária)

 

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Distúrbios testiculares incluem criptorquidismo (testículo ectópico), neoplasia testicular, alterações inflamatórias (orquite e epididimite), cistos testiculares ou epididimais, torções, infartos,atrofias e traumatismos. Outros processos patológicos afetando o escroto incluem acúmulo de líquido hidrocele e hematocele) e hérnia escrotal.

Testículos criptorquídicos (ectópicos/ fora da bolsa escrotal), são, geralmente, pequenos e com diminuição da sua ecogenicidade, mas possuem arquitetura normal (mediastino hiperecóico). Eles podem ser encontrados em qualquer lugar entre o polo caudal dos rins até a região inguinal. Caso o mediastino não esteja desenvolvido, sua visualização será mais difícil. A ultrassonografia é geralmente o método mais eficaz para a visualização de testículos criptorquidas em cães.

Testículos localizados em região abdominal ou inguinal estão predispostos a se tornarem neoplasias (tumores), podendo atingir tamanhos consideráveis nestes casos.

Tumores testiculares em bolsa são comuns em cães mais velhos, podendo ocorrer bilateralmente. Estes são geralmente benignos. Alguns tipos de tumores podem afetar testículos criptorquidas e descidos em bolsa, estes já podem ser potenciais para produção hormonal e metástases (seminomas ou de células de Sertoli). Os tumores de testículos ectópicos costumam ser mais malignos e atingir mais animais jovens.

 Testículos ectópicos em um canino Fox Paulistinha de 9 meses:

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Testículo esquerdo ectópico de um canino Australian Red de  10 meses:

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Fonte: Altas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; ed. Guanabara; Dominique Penninck & Marc- André d’ Anjou.

 

 

 


Se seu animal está gestante é possível visualizar no exame ultrassonográfico se seus fetos estão vivos, pelos batimentos cardíacos e se estão formados adequadamente. Conseguimos ver seus orgãos definidos de acordo com o tempo de gestação.

Mas algumas anormalidades também podem ser vistas em cadelas e gatas, sendo as mais comuns a absorção (morte embrionária antes de 25 dias) e o abortamento (morte fetal após 35 dias). A absorção embrionária se manifesta como uma perda das bolsas gestacionais anecóicas normais, com acúmulo de material ecogênico dentro do lúmen, ausência dos batimentos fetais, desintegração embrionária e colapso final da bolsa gestacional associado ao espessamento da parede uterina.

Sinais de morte fetal incluem a ausência de batimentos cardíacos e do movimento fetal, postura anormal do feto, volume reduzido e ecogenicidade aumentada dos líquidos fetais, acúmulo de gás dentro do feto ou do útero e desintegração fetal.

Fonte: Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; Dominique Penninck & Marc-André d’Anjou; ed. Guanabara Koogan.

reabsorcaofetal - Imagem de morte fetal em uma gata (A,B,C e D) e uma cadela ( E e F):

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- Cadela gestante com aproximadamente 45 dias:

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- Mesmo animal em que o corno direito apresenta duas vesículas gestacionárias sem presença de batimentos fetais e desintegração embrionária:

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Saiba porque castrar seu cão pode ser a melhor forma de evitar algumas alterações em próstata:

O adenocarcinoma constitui a neoplasia (tumor) prostática mais comum. O carcinoma de célulastransicionais que surge a partir da bexiga também invade ocasionalmente a próstata. Nos cães a castração protege contra o desenvolvimento futuro de neoplasia prostática.

Achados ultrassonográficos em neoplasia prostáticas são variáveis. A próstata fica tipicamente aumentada e irregular, com ecotextura hipoecóica a heterogênea, com mineralização prostática. Outros achados de neoplasia prostática são obstruções uretrais, espessamento da parede da bexiga.

 

Fonte: Manual Merck de Veterinária; oitava edição; ed. ROCA; imagens retiradas do Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; Dominique Penninck e Marc-André D’ Anjou; ed. Guanabara.

 

- Imagens de tumores de próstata (seguindo a ordem: adenocarcinoma,hemangiossarcoma e carcinoma de células transicionais)

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