Cadela de 3 anos cruzou a 35 dias, apresentando secreção sanguinolenta.

No exame ultrassonográfico foram visualizadas pelo menos seis vesículas gestacionais, com a presença de fetos sem batimento com espessamento da parede da vesícula, e tendo pelo menos um feto bem formado com definição de tórax a abdomen, e os outros com formação óssea e pouca definição de tórax e abdomen.

Ainda foi visto o baço bem aumentado e fígado hipoecóico da cadela. Sugerindo uma possível hemoparasitose e morte fetal em várias fases gestacionais.

Em alguns casos hemoparasitoses (doença do carrapato), acabam baixando muito o sistema imune, e com isso a gestação é interrompida, ou pode haver má formação fetal. O fígado hipoecóico também justificaria uma hepatopatia aguda (toxemia).

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O primeiro caso clínico, foi uma cadela Poodle de 18 anos, com suspeita clínica de piometra fechada (infecção uterina). No exame clínico apresentou dor abdominal e convulsão.

No exame ultrassonográfico foi observado aumento do útero e paredes hiperecóicas e espessadas com moderado líquido livre abdominal e ainda apresentava uma massa heterogênea de contornos irregulares. Além de gastroenterite e doença renal crônica.

O animal veio a óbito durante o exame ultrassonográfico.

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O outro caso clínico, foi de uma cadela de 16anos SRD, que na bioquímica apresentou aumento das enzimas hepáticas, a urina com odor forte e concentrada.

No exame ultrassonográfico foi visualizado; em vesícula urinária intensa celularidade e cristais; rim direito com presença de dois cistos em córtex renal; Adrenais com grande aumento de volume, sendo a esquerda levemente heterogênea; o fígado apresentou  parênquima heterogêneo com presença de nódulos hipoecóicos e um cisto em lobo direito e vesícula biliar com intensa lama e cálculos com dilatação de ducto cístico.

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Nas cadelas adultas, pode ocorrer inflamação vaginal. Sendo rara em gatas. A vaginite quase sempre se dá por uma infecção bacteriana, que pode ser secundária a anormalidades conformacionais. Uma infecção viral, corpo estranho vaginal, neoplasia, hiperplasia vaginal, esteróides androgênicos ou situações intersexuadas também podem causar vaginite (Merck, 2001).

O sinal clínico mais comum é secreção vulvar. Também pode se observar lambedura vulvar, atração de machos e micção frequente. O hemograma e bioquímico estarão normais, com isso, pode se diferenciar vaginite de piometra de cérvix aberta. Para diagnóstico diferencial a ultrassonografia é o exame mais indicado (Merck, 2001).

A involução uterina pós-parto ocorre em 9 a 12 semanas, havendo presença de lóquio (secreção hemorrágica) durante quatro a seis semanas, fisiológico durante esse período, já queestá ocorrendo a reconstrução do endométrio. Mas, em algumas das vezes estas secreções podem ser preocupantes, fazendo com que a ultrassonografia seja muito importante para uma involução uterina normal no pós-parto, identificando possíveis alterações como retenção de placenta, metrite, etc. Caracterizando pelo aumento da parede uterina e conteúdo em seu lúmen (Carvalho, 2004).

Acompanha-se normalmente até 24 dias após o parto, sendo que nos primeiros dias, suas paredes estarão espessas e irregularescom conteúdo luminal e restos de membranas fetais e maternas. Após 24 dias, suas paredes estarão finas e com conteúdos luminal mais homogêneo à medida que os líquidos forem expelidos. Quando a involução se completa, os cornos uterinos se apresentam tubulares, uniformes e hipoecogênicos (Carvalho, 2004).

Muitas vezes é difícil distinguir no exame ultrassonográfico, coágulos e restos de membranas de retenção de placenta (fisiológicos). Deve se considerar a diminuição ou não do tamanho uterino (Carvalho, 2004).

Imagem de uma cadela com conteúdo com celularidade em cérvix após o parto, em exame clínico, foi observada secreção mucopurulenta (provavelemente vaginite):

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Imagem de uma felina do útero após abortamento, a diferenciação é bem discreta, pois em ambos os casos ainda haverá conteúdo com celularidade em útero, tendo que fazer um acompanhamento para evitar uma infecção secundária:

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A ultrassonografia é um método confiável para o diagnóstico da gestação em pequenos animais.

Uma gestação normal é de 65 dias em cadelas e 61 dias em gatas.

A ultrassonografia é útil no monitoramento do desenvolvimento fetal e embrionário normais. O primeiro indicador confiável de gestação é a detecção das bolsas gestacionais, que aparecem como pequenas estruturas anecóicas de paredes finas. O embrião pode ser distinguido aos 23 a 25 dias nas cadelas e 16 a 18 dias em gatas. O desenvolvimento fetal é mais rápido após o 30º dia de gestação, permitindo a identificação dos órgãos internos.

Existem parâmetros de mensuração das dimensões fetais, nos quais, auxilia no tempo do parto estimado com uma precisão de mais ou menos 2 ou 3 dias.

A ultrassonografia gestacional também é utilizada para visualizar os batimentos fetais normais, formação fetal e se houver absorção embrionária.

 

A seguir algumas imagens de fases gestacionais:

Gata com 43 dias, visualização de ossos e órgãos internos:

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Cadela com 32 dias de gestação, nota-se vesículas mais aparentes, mas com formação cardíaca e de alguns órgãos.

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Imagens de outra cadela com 43 dias, presença de formação óssea e órgãos internos mais aparentes:

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Imagens de mais uma cadela com 58 dias, órgãos internos totalmente formados, com presença de motilidade intestinal, visualização de rins, pulmão e fígado:

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Imagens de uma cadela agora com 65 dias:

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Fonte: Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais.

 

 

 


Se seu animal está gestante é possível visualizar no exame ultrassonográfico se seus fetos estão vivos, pelos batimentos cardíacos e se estão formados adequadamente. Conseguimos ver seus orgãos definidos de acordo com o tempo de gestação.

Mas algumas anormalidades também podem ser vistas em cadelas e gatas, sendo as mais comuns a absorção (morte embrionária antes de 25 dias) e o abortamento (morte fetal após 35 dias). A absorção embrionária se manifesta como uma perda das bolsas gestacionais anecóicas normais, com acúmulo de material ecogênico dentro do lúmen, ausência dos batimentos fetais, desintegração embrionária e colapso final da bolsa gestacional associado ao espessamento da parede uterina.

Sinais de morte fetal incluem a ausência de batimentos cardíacos e do movimento fetal, postura anormal do feto, volume reduzido e ecogenicidade aumentada dos líquidos fetais, acúmulo de gás dentro do feto ou do útero e desintegração fetal.

Fonte: Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; Dominique Penninck & Marc-André d’Anjou; ed. Guanabara Koogan.

reabsorcaofetal - Imagem de morte fetal em uma gata (A,B,C e D) e uma cadela ( E e F):

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- Cadela gestante com aproximadamente 45 dias:

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- Mesmo animal em que o corno direito apresenta duas vesículas gestacionárias sem presença de batimentos fetais e desintegração embrionária:

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Ovários policísticos ou císticos estão relacionados ao cio persistente. Os cistos foliculares são raros e resultam na secreção prolongada de estrógenos, sinais prolongados de pró-estro e estro e/ou atração por machos.

Pode não ocorrer ovulação, durante este ciclo estral anormal. Pode-se suspeitar de cistos foliculares em cadelas que apresentem manifestações clínicas de cio por mais de 21 dias.

Nas gatas são mais difíceis de diferenciar dos ciclos frequentes e normais. Uma castração (ovário histerectomia) é o mais indicado.

 

Imagens de ovários císticos e policísticos:


O sangramento e secreção que algumas cadelas apresentam logo após o cio, podem estar relacionados ao uso de anticoncepcionais (progesterona de longa duração para retardar o estro), infecção por inseminação ou pós-cópula,  podendo no futuro causar infecção de ovário e útero (pioemetra).

A piometra é um distúrbio diestral hormonalmente mediado, caracterizado pelo endométrio anormal com infecção bacteriana secundária.

Os sinais clínicos são vistos logo após o estro (4 a 8 semanas) ou administração de anticoncepcionais, e incluem letargia, anorexia, poliúria, podipsia e vômito. Quando a cérvix está aberta, encontra-se uma secreção purulenta e frequentemente com sangue. Quando está fechada, não ocorre secreção alguma e o útero fica com grande aumento de tamanho e aparece uma distensão abdominal. Os sinais podem progredir rapidamente para choque séptico e morte.

Nos exames laboratorias a leucometria do animal pode parecer normal, mas, na maioria das vezes, aumentada. A ultrassonografia abdominal é o método mais utilizado para o diagnóstico final, visualizando um grande aumento dos cornos uterinos e quantidade significativa de celularidade dentro destes.

O tratamento mais eficaz é a retirada do útero e ovários por cirurgia (OSH- ovário salpingo histerectomia).

- Cornos uterinos com aumento no volume e conteúdo com celularidade:

- Após retirada cirúrgica de útero e ovários:


HÁBITOS E CURIOSIDADES

  • As cabras são animais dóceis e curiosos, gostam de cheirar as pessoas, subir em lugares altos e até em árvores.
  • As cabras não comem durante a noite e dormem reunidas à noite.
  • Os cabritinhos brincam entre si e dão cabeçadas uns nos outros.
  • Gostam de comer plantas de folhas largas e cascas de árvores.
  • Comem rápido o alimento, mas depois mastigam de novo a comida.
  • As cabras tem lábios bastante móveis para comer capim rente ao solo.
  • Geralmente uma cabra cria de 1 a 2 cabritinhos de cada vez.
  • O tempo de gestação é de mais ou menos 5 meses ou 150 dias.
  • A cabra possui 2 tetas que produzem em média 2 a 3 litros por dia, mas podem até produzir de 8 a 10 litros se forem bem tratadas e de boa raça.
  • O macho da cabra chama-se bode e geralmente é mais bravo, gosta de dar cabeçadas e é maior do que a cabra.
  • Uma cabra vive mais ou menos de 7 a 8 anos.
  • A cabritinha nova, começa a dar leite aos 13 meses de idade.
  • O Brasil possui cerca de 10 milhões de cabeças de cabras e o estado que mais tem cabras é o Nordeste.
  • Quando a cabra é criada longe do bode, o leite não tem cheiro ruim.
  • A cabra possui rabo curto e para cima e a ovelha tem rabo mais comprido e para baixo.
 Quando em gestação, as cabras sofrem modificações na sua conformação e alterações fisiológicas ou de funcionamento, sendo que as locais são principalmente no útero, que aumenta de volume, modifica sua forma, sua consistência, sua localização, sua contratibilidade e sua excitabilidade e pode se contrair.

Os ovários ficam aumentados devido à presença dos corpos lúteos ou amarelos; a vagina fica flexível e se distende; a vulva torna-se congestionada (inchada) e avermelhada. As glândulas mamárias também aumentam de volume e seu ventre ou barriga vai crescendo.
Além dessas modificações locais, anatômicas e fisiológicas, existem ainda as de ordem geral, que afetam as funções orgânicas gerais. Entre elas, destacam-se:
- desaparece o cio;
- ficam mais calmas;
- digestão mais ativa, aumenta o seu apetite e, por conseqüência, as cabras enxertadas começam a engordar com mais facilidade;
- sua respiração fica mais acelerada no final da gestação;
- circulação e pulsação cardíaca mais ativadas;
- temperatura um pouco mais elevada;
- aumento da secreção urinária;
- funções reprodutivas diminuem de intensidade;
- secreção láctea tem início.

DADOS REPRODUTIVOS

 

Maturidade sexual 6 - 9 meses
Tempo de gestação  152 dias
Número de crias por parto 1 – 3
Número de partos por ano 1

O leite da cabra pode ser tirado com as mãos e máquinas de ordenhar.

 

 
Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br
           www.manera.feis.unesp.br/fazenda%20escola/caprinos.htm

 

- Cabrita de 9 dias:

- Cabrito de um mês:

 

 


22mai

Jararaca

Jararaca

Jararaca é o nome comum dos répteis escamados pertencentes ao género Bothrops da família Viperidae. Tem uma variação muito grande quanto a pele, ação da peçonha, e outras características.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente esbelta e terrestre. Possui corpo marrom com manchas triangulares escuras, faixa horizontal preta atrás do olho, e região ao redor da boca com escamas de cor ocre uniforme.

A cor padrão é extremamente variável, consistindo de uma cor de fundo dorsal, que pode ser bege, marrom, cinza, amarelo, verde-oliva, ou quase marrom. Midbody, essa cor é geralmente um pouco mais leve que a cabeça, anterior e posterior. Esta é revestida com uma série de pale gumes, marrom escuro marcações subtriangular ou trapezoidal de ambos os lados do corpo, os ápices de que alcançar a linha vertebral. Estas marcas podem ser situado em frente uns dos outros, ou parcialmente ou completamente justapostas, a maioria das amostras têm um padrão com todos os três variações. Nos jovens, a ponta da cauda é branca.

A cabeça tem uma proeminente, listra marrom escuro que corre atrás do olho de cada lado da cabeça de volta para o ângulo da boca, geralmente tocando os últimos três supralabiais. Dorsalmente, essa faixa é delimitada por uma área distinta pálido. A língua é negra e a íris é dourada a dourada esverdeada com reticulações ligeiramente mais escuras.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente encontrada no Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e em regiões adjacentes no Paraguai e Argentina.

São serpentes peçonhentas, muito comuns no Brasil, em especial na região de Cerrado, onde se tem plantio de cereais, pois este tipo de cultivo favorece a presença de roedores, que são sua principal alimentação.

Vive em ambiente preferencialmente úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontam ratos e sapos, seus pratos mais caçados. Dorme durante o dia debaixo de folhagens secas e úmidas, e gosta de tomar sol, geralmente sol pós chuva.

 

Fonte : http://www.cobrasbrasileiras.com.br/bothrops_jararaca.html

- Exame ultrassonográfico em uma jararaca gestante:

- Feto de jararaca:

 


Muitos donos têm receio em castrar seus bichinhos de estimação, sem saber que na verdade estão fazendo um bem para eles.
Tanto cães quanto gatos, podem apresentar diversas doenças relacionadas ao sistema reprodutor, pois com a produção hormonal constante, acarreta no futuro, problemas sérios….
Nas fêmeas, cadelas ou gatas, podem aparecer doenças como: Piometra, que é uma infecção uterina secundária a essas alterações hormonais, pois após uma hiperplasia endometrial ocorrida por esses hormônios, há uma excessiva secreção pelo endométrio, em que se acumula no lúmen uterino criando um meio bacteriano.
Ainda há outras doenças que também estão relacionadas a problemas hormonais, como neoplasias mamárias, endometrites entre outras.
No caso dos machos, podemos encontrar problemas como:
Epididimites, orquites, e neoplasias testiculares. Em próstata, podem ocorrer um aumento do tamanho desta, e um processo inflamatório (prostatite), que com isso, pode comprimir a uretra, ocasionando secundariamente problemas urinários.

Por esses motivos, a castração é tão importante para nossos bichinhos!

Converse sempre com seu veterinário!

Piometra em cadela:

Piometra em gata:

Hemometra:

Neoplasia de ovário:

Prostatite com Hiperplasia Prostática Benigna: