As tartarugas marinhas são répteis, ou seja, animais pecilotérmicos que necessitam de temperatura ambiente confortável para manutenção das funções fisiológicas normais. Possuem nadadeiras e vivem o tempo todo no mar, com exceção das fêmeas, que saem da água por um curto período de tempo para por os ovos. Na terra, são lentas e vulneráveis, mas, no mar, se deslocam com rapidez e agilidade.

O corpo das tartarugas marinhas é recoberto por um casco, formado por placas córneas e ósseas, com função de proteger e aumentar a hidrodinâmica, facilitando o deslocamento da água. Embora respirem por pulmões, esses animais podem ficar em apnéia por horas em baixo da água, e com isso, o organismo funciona mais lentamente. Desta forma, o coração bate mais devagar (bradicardia), e o fornecimento de oxigênio é auxiliado por um tipo de respiração acessória (feita pela faringe e cloaca), que retira o oxigênio da água.

Algumas características anatômicas e fisiológicas das tartarugas marinhas dificultam o exame físico. A carapaça e o plastrão limitam a auscultação, a palpação e exames como a ultrassonografia e radiografia, mas pode-se ter uma noção de alterações pulmonares ou abdominais. Os exames hematológicos e bioquímicos podem ser realizados através de simples colheitas de amostras e permitem a avaliação de informações importantes.

Algumas espécies são encontradas no Brasil Caretta caretta, Eretmochelys imbricata, Lepidochelys olivacea, Chelonia mydas e Dermochelys coriácea.

Este exame foi realizado, com o animal sedado. Os sinais clínicos dela eram um sangramento nasal e dificuladades respiratórias, provavelmente por algum trauma pulmonar. Não foi possível visualizar alterações pulmonares, pois era muito difícil achar uma janela acústica próxima ao local lesado.

Fonte: Artigo científico: “Principais achados em tartarugas- verdes (Chelonia mydas) encalhadas no Rio Grande do Sul, Brasil.” – autor Carolina Silveira Braga, Porto Alegre, 2011, Universidade Federal  do Rio Grande do Sul.