11jun

Tamanduá

 

A língua comprida, pegajosa e flexível é usada pelos tamanduás para apanhar e engolir montes de cupins e formigas. Seu focinho é pontiagudo, a boca tubular e as glândulas salivares, enormes. Desprovidos de dentes, os tamanduás estão sempre produzindo saliva para manter a língua úmida, para que nela grudem os insetos. Espicham-na até os quarenta centímetros de comprimento, deixam-na ao alcance dos cupins ou formigas e, quando está bem cheia, recolhem-na apressadamente.
Tamanduá é o nome das várias espécies de mamíferos que formam a família dos mirmecofagídeos, incluída com as preguiças (bradipodídeos) e os tatus (dasipodídeos) na ordem dos desdentados. Há três espécies na fauna brasileira. A maior é o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), também chamado de tamanduá-açu, tamanduá-cavalo, jurumi ou iurumi, que mede até 1,80m. Uma terça parte do tamanho corresponde à cauda peluda, a “bandeira” que lhe deu nome; e cerca de trinta centímetros, à cabeça estreita. O tamanduá-bandeira é cinza-escuro, com uma mancha preta, orlada de branco, que se projeta do pescoço e do peito para as costas. Diurno, é mais chegado aos campos que às matas e raramente sobe em árvores. Anda pelo chão apoiando-se nas plantas dos pés e nas costas das mãos, que têm garras enormes, capazes de abrir grandes rombos nos cupinzeiros mais firmes. A fêmea dá à luz um filhote por ano, que carrega nas costas cerca de 10 a 12 meses.
O tamanduá-colete (Tamandua tetradactyla), também chamado de tamanduá-mirim, distingue-se pelas manchas contínuas que se estendem dos ombros à cintura, formando uma espécie de jaleco pardo sobre fundo amarelo que lhe cinge as costas e se fecha no peito. O colorido das duas áreas varia muito de tom, mas são sempre os amarelos e pardos que se justapõem em contraste. O tamanduá-colete mede sessenta centímetros de corpo e mais de trinta de cauda, que não é embandeirada, mas sim coberta de pêlos curtos e preênsil, como a dos gambás, e que lhe serve para se locomover pelas árvores. É espécie de ampla dispersão do México ao norte da Argentina. Seu regime alimentar, além de formigas e cupins, inclui também o mel de abelha. A fêmea dá à luz um só filhote, após um período de gestação de 190 dias.
O tamanduaí (Cyclopes didactylus) é o anão da família, pois mede apenas 25cm do focinho à base da cauda, que tem igual comprimento e é preênsil. No Brasil, ocorre principalmente na Amazônia. Tem o pêlo amarelado e sedoso e, em cada pata dianteira, apenas duas garras, ao contrário dos outros, que apresentam três ou quatro. Pendurando-se pela cauda, que enrosca nos galhos, e pelas garras, passa longos períodos em repouso nas árvores.

 

Fonte:http://www.biomania.com.br/bio/

Exame realizado em um Tamanduá Mirim Fêmea (suspeita de cio):

Exame realizado em um Tamanduá Mirim macho (animal havia sido encontrado próximo a um rio com suspeita de afogamento):