Ovários policísticos ou císticos estão relacionados ao cio persistente. Os cistos foliculares são raros e resultam na secreção prolongada de estrógenos, sinais prolongados de pró-estro e estro e/ou atração por machos.

Pode não ocorrer ovulação, durante este ciclo estral anormal. Pode-se suspeitar de cistos foliculares em cadelas que apresentem manifestações clínicas de cio por mais de 21 dias.

Nas gatas são mais difíceis de diferenciar dos ciclos frequentes e normais. Uma castração (ovário histerectomia) é o mais indicado.

 

Imagens de ovários císticos e policísticos:


Foi realizado o exame de ultrassonografia em um felino persa de 8 anos, com histórico de urinar com sangue e pouco, e uma possível insuficiência renal aguda.

No exame clínico, antes de realizar os exames laboratoriais para saber avaliar a função renal, o animal apresentava urina com sangue, prostração e dor.

Durante o exame de ultrassonografia, observou-se que ambos os rins apresentavam múltiplos cistos e aumento de volume. Os rins policísticos podem não apresentar sinal clínico ou uma insuficiência renal progressiva. Pode aparecer pielonefrite intecorrentemente e precipitar a insuficiência renal.

O diagnóstico baseia-se nos achados físicos, radiográficos ou em exames ultrassonográficos.

Em casos como este, o ideal é fazer um acompanhamento do animal, já que, não se pode retirar ambos os rins.

 

- Ambos rins com vários cistos em seu interior:

 


O sangramento e secreção que algumas cadelas apresentam logo após o cio, podem estar relacionados ao uso de anticoncepcionais (progesterona de longa duração para retardar o estro), infecção por inseminação ou pós-cópula,  podendo no futuro causar infecção de ovário e útero (pioemetra).

A piometra é um distúrbio diestral hormonalmente mediado, caracterizado pelo endométrio anormal com infecção bacteriana secundária.

Os sinais clínicos são vistos logo após o estro (4 a 8 semanas) ou administração de anticoncepcionais, e incluem letargia, anorexia, poliúria, podipsia e vômito. Quando a cérvix está aberta, encontra-se uma secreção purulenta e frequentemente com sangue. Quando está fechada, não ocorre secreção alguma e o útero fica com grande aumento de tamanho e aparece uma distensão abdominal. Os sinais podem progredir rapidamente para choque séptico e morte.

Nos exames laboratorias a leucometria do animal pode parecer normal, mas, na maioria das vezes, aumentada. A ultrassonografia abdominal é o método mais utilizado para o diagnóstico final, visualizando um grande aumento dos cornos uterinos e quantidade significativa de celularidade dentro destes.

O tratamento mais eficaz é a retirada do útero e ovários por cirurgia (OSH- ovário salpingo histerectomia).

- Cornos uterinos com aumento no volume e conteúdo com celularidade:

- Após retirada cirúrgica de útero e ovários:


Foi realizado exame de ultrassonografia em um canino de aproximadamente 6 anos que foi encontrado, após ter sido atropelado por um ônibus. No exame clínico, o animal apresentou muita dor abdominal e nas articulações, e urina com sangue, antes dos exames laboratoriais que investigaria o resto das funções.

Durante o exame de ultrassonografia, realizado imediatamente após sua chegada, observou-se que havia líquido livre na cavidade, mas em pouca quantidade e bexiga apresentava bastante celularidade, porém sem estar rompida. Em um segundo exame realizado horas depois, observou um aumento na quantidade de líquido livre, e o baço não apresentava continuidade, com presença de coágulos ao seu redor. A quantidade de celularidade da bexiga havia diminuído e o animal ainda apresentava dor nas articulações.

Posteriormente, o animal foi submetido a procedimento cirúrgico (laparotomia exploratória), em que se observou uma grande quantidade de coágulos, indicando que o próprio animal estava tentando se recuperar, e o baço rompido. O baço foi retirado e o animal ficou internado para recuperação. O animal passa bem até o presente momento.

-Líquido livre próximo ao baço com coágulos:

 - Descontinuidade do baço na imagem ultrassonográfica:

- Baço rompido retirado após cirurgia:


São animais da Família Bradypodidae e da Ordem Edentata (a mesma dos tatus e tamanduás). Esses animais são parentes das preguiças gigantes ou terrestres da Família Megatheriidae que existiram há centenas ou milhares de anos, inclusive na Bahia, onde já foram encontrados seus fósseis. As preguiças atuais ocorrem apenas nas matas do continente americano e estão divididas em cinco espécies diferentes, que podem ter dois ou três dedos nas patas anteriores. No Brasil, existem as de três dedos: Preguiça-comum (Bradypus variegatus) que se encontra desde Honduras ao Norte da Argentina e em todas as  florestas do Brasil, Preguiça de Bentinho (Bradypus tridactylus) se encontra na Venezuela, Bolívia, Rio Orinoco, Guianas adjacentes ao Norte do Brasil, Amazonas, Rio Negro, Rio Amazonas  e Preguiça de Coleira (Bradypus torquatus)  vive somente nos remanescentes florestais do trecho da Mata Atlântica que vai do Rio de Janeiro ao Sul da Bahia e é a espécie mais ameaçada de extinção.

 

CARACTERÍSTICAS

As preguiças são animais de porte médio (cerca de 3. 5 a 6 kg quando adultas), de coloração geral cinza, tracejada  de branco ou marrom ferrugem, podendo ter manchas claras ou negras. Preferem viver em árvores altas, com copa volumosa e densa e muitos cipós, onde se penduram usando as garras que, embora possam parecer assustadoras, praticamente não servem para nenhuma defesa, devido à lentidão dos seus movimentos. Graças a essa extrema lentidão, a sua coloração e ao fato de permanecerem na copa de árvores muito altas, é muito difícil enxergar as preguiças na mata. Mesmo assim, elas têm predadores naturais, como a harpia, as onças e algumas serpentes.

 

AMEAÇAS DE EXTINÇÃO

Atualmente, o principal predador desses animais é mesmo o homem, que as comercializa inescrupulosamente em feiras livres e nas margens de rodovias. A ação do homem sobre esses animais tem sido muito facilitada, nos últimos tempos, pela acelerada fragmentação e destruição das matas, o que leva as preguiças a se locomoverem desajeitadamente pela superfície do solo, de uma ilha de mata para outra, em busca de sobrevivência, ficando totalmente expostas à caça e à captura.

 

CUIDADO MATERNO

As fêmeas dos bichos-preguiça carregam o filhote nas costas e ventre durante aproximadamente os nove primeiros meses de vida. Durante esse período, a mãe protege o filhote, enquanto ele se prepara para sobreviver sozinho no ambiente da mata. Geralmente a ação predadora do homem quando mata a mãe, o filhote não sobrevive.

 

ALIMENTAÇÃO

A seletividade alimentar das preguiças é notadamente alta. Na natureza, alimentam-se de folhas novas de um número restrito de árvores, dentre as quais se conhece a embaúba, a ingazeira, a figueira, a tararanga…  É provável que elas precisem ingerir folhas de mais de uma espécie de árvore para satisfazerem plenamente as suas necessidades nutricionais. Por isso, a sobrevivência das preguiças só é possível em áreas relativamente grandes de mata ou capoeira desenvolvida, para que ela possa encontrar alimento necessário e de boa qualidade. Pelo que se conhece, cada preguiça explora uma área territorial definida, podendo ou não mudar-se para outra depois de algum tempo. Nesse território existe sempre uma árvore preferida, que ela mais frequenta.

OS BICHOS-PREGUIÇA COLECIONAM PARTICULARIDADES  ANATÔMICAS, FISIOLÓGICAS E COMPORTAMENTAIS

  • A sua temperatura corporal é sempre muito próxima da do ambiente, sendo por isso, considerados animais homeotérmicos imperfeitos;
  • O estômago dos bichos-preguiça é um tanto semelhante ao dos animais ruminantes, pois é dividido em quatro compartimentos e contém uma rica flora bacteriana,  que permite a digestão  inclusive de folhas com alto teor de compostos naturais tóxicos;
  • A sua pelagem difere da de todos os outros animais; os seus pelos apresentam ranhuras, propiciando a fixação de algas verdes e cianofíceas, que conferem à pelagem uma coloração esverdeada, que ajuda o animal  a camuflar-se entre as folhas das árvores;
  • As algas que se desenvolvem na sua pelagem servem de alimento para as lagartas de determinadas espécies de mariposa, que vivem associadas aos bichos-preguiça;
  • Várias espécies de besouro e ácaro se alimentam das fezes das preguiças e usam esses animais principalmente como transporte (forésia);
  • Nunca bebem água; a água que necessitam para viver é absorvida do próprio alimento, através das paredes intestinais, durante o processo de digestão;
  • Urinam e defecam apenas a cada 7 ou 8 dias, sempre no chão, próximo à base da sua árvore em que costumam se alimentar. Com isso, há uma reciclagem dos nutrientes contidos nas folhas ingeridas pelo animal, que são parcialmente devolvidos à árvore através dos seus dejetos;
  • Possuem membros compridos, corpo curto, cauda curta e grossa, adaptados para o seu modo de vida (sempre pendurados em galhos da copa de árvores altas);
  • Possuem 8 a 9 vértebras cervicais, o que lhes possibilita girar a cabeça 270 graus sem mover o corpo;
    • Seus movimentos são sempre muito lentos e costumam  dormir  cerca de 14 horas por dia; por isso ganharam o nome de BICHO-PREGUIÇA.

Fonte: www.apromac.org.br/preguicinha.htm

- Bicho-preguiça:

- Bicho-preguiça realizando exame ultrassonográfico:

 


HÁBITOS E CURIOSIDADES

  • As cabras são animais dóceis e curiosos, gostam de cheirar as pessoas, subir em lugares altos e até em árvores.
  • As cabras não comem durante a noite e dormem reunidas à noite.
  • Os cabritinhos brincam entre si e dão cabeçadas uns nos outros.
  • Gostam de comer plantas de folhas largas e cascas de árvores.
  • Comem rápido o alimento, mas depois mastigam de novo a comida.
  • As cabras tem lábios bastante móveis para comer capim rente ao solo.
  • Geralmente uma cabra cria de 1 a 2 cabritinhos de cada vez.
  • O tempo de gestação é de mais ou menos 5 meses ou 150 dias.
  • A cabra possui 2 tetas que produzem em média 2 a 3 litros por dia, mas podem até produzir de 8 a 10 litros se forem bem tratadas e de boa raça.
  • O macho da cabra chama-se bode e geralmente é mais bravo, gosta de dar cabeçadas e é maior do que a cabra.
  • Uma cabra vive mais ou menos de 7 a 8 anos.
  • A cabritinha nova, começa a dar leite aos 13 meses de idade.
  • O Brasil possui cerca de 10 milhões de cabeças de cabras e o estado que mais tem cabras é o Nordeste.
  • Quando a cabra é criada longe do bode, o leite não tem cheiro ruim.
  • A cabra possui rabo curto e para cima e a ovelha tem rabo mais comprido e para baixo.
 Quando em gestação, as cabras sofrem modificações na sua conformação e alterações fisiológicas ou de funcionamento, sendo que as locais são principalmente no útero, que aumenta de volume, modifica sua forma, sua consistência, sua localização, sua contratibilidade e sua excitabilidade e pode se contrair.

Os ovários ficam aumentados devido à presença dos corpos lúteos ou amarelos; a vagina fica flexível e se distende; a vulva torna-se congestionada (inchada) e avermelhada. As glândulas mamárias também aumentam de volume e seu ventre ou barriga vai crescendo.
Além dessas modificações locais, anatômicas e fisiológicas, existem ainda as de ordem geral, que afetam as funções orgânicas gerais. Entre elas, destacam-se:
- desaparece o cio;
- ficam mais calmas;
- digestão mais ativa, aumenta o seu apetite e, por conseqüência, as cabras enxertadas começam a engordar com mais facilidade;
- sua respiração fica mais acelerada no final da gestação;
- circulação e pulsação cardíaca mais ativadas;
- temperatura um pouco mais elevada;
- aumento da secreção urinária;
- funções reprodutivas diminuem de intensidade;
- secreção láctea tem início.

DADOS REPRODUTIVOS

 

Maturidade sexual 6 - 9 meses
Tempo de gestação  152 dias
Número de crias por parto 1 – 3
Número de partos por ano 1

O leite da cabra pode ser tirado com as mãos e máquinas de ordenhar.

 

 
Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br
           www.manera.feis.unesp.br/fazenda%20escola/caprinos.htm

 

- Cabrita de 9 dias:

- Cabrito de um mês:

 

 


Os tumores vesicais são comuns nos cães e raros em gatos. Acredita-se que a baixa incidência em gatos se deve a uma diferença no metabolismo do triptofano, que resulta em baixas concentrações urinárias dos metabólitos carcinogênicos do triptofano. Ocorre mais comumente em animais idosos (9 anos em média).

Os tumores mais comuns no trato urinário inferior são os papilomas e leimiomas. Sendo os tumores malignos primários os mais comuns, dos quais carcinomas de células transicionais são diagnosticados com maior frequência. Os carcinomas podem ser projeções papilariformes solitárias ou múltiplas a partir da mucosa, ou podem ocorrer como uma infiltração difusa de ureter, bexiga, próstata ou uretra. Eles são altamente invasivos e metastatizam, na maioria das vezes, nos linfonodos regionais e pulmões. Tumores uretrais e vesicais podem causar obstrução crônica para o fluxo urinário, com hidronefrose secundária. Os tumores uretrais causam, com maior probabilidade, urotopia obstrutiva aguda. As infecções bacterianas secundárias no trato urinário são comuns no caso de tumores vesicais e uretrais.

Os sinais mais comuns são:

- Urina com sangue (sendo o mais comum). Animais com hidronefrose, já apresentam dor abdominal e rim palpável com aumento de volume.

- Sinais de uremia também são comuns. Tumores vesicais também podem causar, disúria, estrangúria e polaciúria (urina várias vezes, gotejando). A palpação retal pode auxiliar na detecção de sua presença. A parede da bexiga fica espessada na imagem ultrassonográfica, além de visualizar celularidade e coágulos no seu interior, e a massa heterogênea arredondada e de contornos irregulares. A cistografia de duplo contraste confirma a existência da massa na bexiga. Exige-se biópsia tumoral para fechar o diagnóstico

 

Fonte: Manual Merck  de Veterinária; oitava edição; Roca ed.

- Imagem retirada do livro Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais:

- Imagem de uma cadela de 16 anos, com sinal clínico de sangramento na urina, fazendo comparação com a imagem retirada do livro:

 

 


11jun

Tamanduá

 

A língua comprida, pegajosa e flexível é usada pelos tamanduás para apanhar e engolir montes de cupins e formigas. Seu focinho é pontiagudo, a boca tubular e as glândulas salivares, enormes. Desprovidos de dentes, os tamanduás estão sempre produzindo saliva para manter a língua úmida, para que nela grudem os insetos. Espicham-na até os quarenta centímetros de comprimento, deixam-na ao alcance dos cupins ou formigas e, quando está bem cheia, recolhem-na apressadamente.
Tamanduá é o nome das várias espécies de mamíferos que formam a família dos mirmecofagídeos, incluída com as preguiças (bradipodídeos) e os tatus (dasipodídeos) na ordem dos desdentados. Há três espécies na fauna brasileira. A maior é o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), também chamado de tamanduá-açu, tamanduá-cavalo, jurumi ou iurumi, que mede até 1,80m. Uma terça parte do tamanho corresponde à cauda peluda, a “bandeira” que lhe deu nome; e cerca de trinta centímetros, à cabeça estreita. O tamanduá-bandeira é cinza-escuro, com uma mancha preta, orlada de branco, que se projeta do pescoço e do peito para as costas. Diurno, é mais chegado aos campos que às matas e raramente sobe em árvores. Anda pelo chão apoiando-se nas plantas dos pés e nas costas das mãos, que têm garras enormes, capazes de abrir grandes rombos nos cupinzeiros mais firmes. A fêmea dá à luz um filhote por ano, que carrega nas costas cerca de 10 a 12 meses.
O tamanduá-colete (Tamandua tetradactyla), também chamado de tamanduá-mirim, distingue-se pelas manchas contínuas que se estendem dos ombros à cintura, formando uma espécie de jaleco pardo sobre fundo amarelo que lhe cinge as costas e se fecha no peito. O colorido das duas áreas varia muito de tom, mas são sempre os amarelos e pardos que se justapõem em contraste. O tamanduá-colete mede sessenta centímetros de corpo e mais de trinta de cauda, que não é embandeirada, mas sim coberta de pêlos curtos e preênsil, como a dos gambás, e que lhe serve para se locomover pelas árvores. É espécie de ampla dispersão do México ao norte da Argentina. Seu regime alimentar, além de formigas e cupins, inclui também o mel de abelha. A fêmea dá à luz um só filhote, após um período de gestação de 190 dias.
O tamanduaí (Cyclopes didactylus) é o anão da família, pois mede apenas 25cm do focinho à base da cauda, que tem igual comprimento e é preênsil. No Brasil, ocorre principalmente na Amazônia. Tem o pêlo amarelado e sedoso e, em cada pata dianteira, apenas duas garras, ao contrário dos outros, que apresentam três ou quatro. Pendurando-se pela cauda, que enrosca nos galhos, e pelas garras, passa longos períodos em repouso nas árvores.

 

Fonte:http://www.biomania.com.br/bio/

Exame realizado em um Tamanduá Mirim Fêmea (suspeita de cio):

Exame realizado em um Tamanduá Mirim macho (animal havia sido encontrado próximo a um rio com suspeita de afogamento):


 

A obstrução total ou obstrução parcial do tubo digestivo pode ter diferentes origens. Na maioria dos casos, no entanto causado pela presença de um corpo estranho. A ocorrência da obstrução do tubo digestivo seja no estômago, esôfago ou intestino pode acarretar graves conseqüências. O animal, na maioria dos casos, superará o problema, desde que se faça um diagnóstico precoce e sejam tomadas rapidamente as medidas necessárias. A prevenção é melhor forma de evitar este problema, evitando dar a cães ossos frágeis, deixá-los fora do alcance brinquedos que possa ficar mordendo, além de evitar que brinque com pedras, agulhas de costurar e qualquer outro objeto que represente perigo.

A ingestão de corpos estranhos que ficam retidos no esôfago ocorre mais comumente nos cães jovens devido aos seus hábitos alimentares indiscriminados, mas pode ocorrer em qualquer idade ou espécie de animal. (BOJRAB, 1996) Os corpos estranhos gástricos freqüentemente são observados nos cães, e incluem agulha, moedas, pedras, gravetos, caroço de pêssego, plástico, papel de alumínio, bolas e brinquedos pequenos, já nos gatos são mais comum encontrar barbantes e outros corpos estranhos lineares. (SHERDING et al., 1998). Os cães com corpos estranhos esofágicos podem ter uma larga diversidade de sinais clínicos que variam de grau de obstrução, a posição do corpo estranho e o traumatismo ocorrido no esôfago. (BOJRAB, 1996).

O diagnóstico é baseado através dos sinais clínicos que variam um pouco, dependendo da duração e a localização e do tipo da obstrução, pacientes com obstruções agudas geralmente apresentam salivação excessiva, engasgamento ou regurgitam logo após de comer, pacientes com uma obstrução de longa duração, algumas vezes, é observada a perda de peso.  No exame físico o corpo estranho às vezes poderá ser palpado se estiver alojado no esôfago cervical, em pacientes com pneumonia por aspiração, pode-se auscultar ruídos pulmonares anormais. A maioria dos corpos estranhos é identificada através de radiografias simples de boa qualidade, caso se suspeita de perfuração esofágica, são recomendados materiais de contraste iodados orgânicos e hidrossolúveis ou iohexol.

A ultrassonografia não é um exame recomendado caso o paciente esteja inconsciente ou em estado de estupor, sendo os procedimentos clínicos de lavagem estomacal realizados com urgência. Muitos casos de dilatação evoluem para a torção gástrica, com consequente deslocamento do baço e possível congestão dos vasos mesentéricos; caso se trate de volvulo, o processo de reposicionamento do estômago deve ser feito cirurgicamente.   As diferenças básicas entre a dilatação e a torção dificilmente serão notadas no ultrassom.

A maior parte dos corpos estranhos esofágicos pode ser removida com êxito por meios não cirúrgicos. É contra indicado forçar um objeto firmemente retido na parede esofágica, pois fazer isto pode causar perfuração ou aumento de tamanho de uma perfuração preexistente. A remoção de um corpo estranho por meio de endoscopia ou gastrotomia, deve-se reavaliar o esôfago quanto a evidências de perfuração.

 

Fonte: REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN: 1679-7353 ; Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária é uma publicação semestral da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça – FAMED/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça ACEG. Rua das Flores, 740 – Vila Labienópolis – CEP: 17400‐000 –Garça/SP – Tel.: (0**14) 3407‐8000 www.revista.inf.br www.editorafaef.com.br – www.faef.br. Ano VII – Número 12 – Janeiro de 2009 – Periódicos Semestral CORPOS ESTRANHOS NO TRATO GASTRINTESTINAL DE CÃES E GATOS. SOARES, Renato Duarte. ANDRADE, Gabriel Ninin Xavier de. Discente da faculdade de medicina veterinária-FAMED-GARÇA PEREIRA, Daniela Mello. Docente da faculdade de medicina veterinária-FAMED-GARÇA

 

- Imagem de Corpo Estranho em alças intestinais, com a parede irregular e conteúdo líquido no abdômen:


22mai

Jararaca

Jararaca

Jararaca é o nome comum dos répteis escamados pertencentes ao género Bothrops da família Viperidae. Tem uma variação muito grande quanto a pele, ação da peçonha, e outras características.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente esbelta e terrestre. Possui corpo marrom com manchas triangulares escuras, faixa horizontal preta atrás do olho, e região ao redor da boca com escamas de cor ocre uniforme.

A cor padrão é extremamente variável, consistindo de uma cor de fundo dorsal, que pode ser bege, marrom, cinza, amarelo, verde-oliva, ou quase marrom. Midbody, essa cor é geralmente um pouco mais leve que a cabeça, anterior e posterior. Esta é revestida com uma série de pale gumes, marrom escuro marcações subtriangular ou trapezoidal de ambos os lados do corpo, os ápices de que alcançar a linha vertebral. Estas marcas podem ser situado em frente uns dos outros, ou parcialmente ou completamente justapostas, a maioria das amostras têm um padrão com todos os três variações. Nos jovens, a ponta da cauda é branca.

A cabeça tem uma proeminente, listra marrom escuro que corre atrás do olho de cada lado da cabeça de volta para o ângulo da boca, geralmente tocando os últimos três supralabiais. Dorsalmente, essa faixa é delimitada por uma área distinta pálido. A língua é negra e a íris é dourada a dourada esverdeada com reticulações ligeiramente mais escuras.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente encontrada no Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e em regiões adjacentes no Paraguai e Argentina.

São serpentes peçonhentas, muito comuns no Brasil, em especial na região de Cerrado, onde se tem plantio de cereais, pois este tipo de cultivo favorece a presença de roedores, que são sua principal alimentação.

Vive em ambiente preferencialmente úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontam ratos e sapos, seus pratos mais caçados. Dorme durante o dia debaixo de folhagens secas e úmidas, e gosta de tomar sol, geralmente sol pós chuva.

 

Fonte : http://www.cobrasbrasileiras.com.br/bothrops_jararaca.html

- Exame ultrassonográfico em uma jararaca gestante:

- Feto de jararaca: