A nefrite é uma alteração inflamatória do rim, que perde total ou parcialmente a sua capacidade de filtragem. A nefrite pode ser aguda ou crônica.

A nefrite aguda é um quadro de aparecimento súbito, normalmente causada por uma infecção renal. Essa infecção pode ter se iniciado com uma simples cistite (infecção na bexiga), que, quando não tratada, pode atingir os rins. Os sinais clínicos da doença são apatia, vômitos, falta de apetite e anúria (o animal não urina ou urina pouco).

Nem sempre todos esses sinais estão presentes, mas a falta de urina é um alerta. Uma vez que o “filtro” não está funcionando corretamente, produtos tóxicos como a uréia (resultado do metabolismo das proteínas) não são eliminados intoxicando o organismo, daí os vômitos. Exames de urina e sangue irão confirmar o diagnóstico da nefrite e, após o início do tratamento (antibióticos, diuréticos, etc..), o rim volta a funcionar normalmente na grande maioria dos casos. A ultrassonografia também pode auxiliar no fechamento do diagnóstico da nefrite.

A nefrite crônica é um quadro bem mais preocupante, pois nesse caso a maior parte do rim está lesado e sem capacidade de regeneração. Ao contrário da nefrite aguda, o quadro crônico caracteriza-se por uma produção excessiva de urina, pois o rim não consegue reter a água e substâncias importantes ao organismo, mas retém os produtos tóxicos. Assim, teremos um animal desidratado, com emagrecimento progressivo, que urina grandes quantidades a todo o momento e ingere muita água. Ocorrem os vômitos, falta de apetite e apatia. O rim passa a não produzir mais a substância que estimula a medula a produzir glóbulos vermelhos (eritropoetina). O animal apresenta um quadro de anemia. O desequilíbrio orgânico causado pela falência renal será permanente, uma vez que o rim não tem capacidade de se regenerar.

O maior problema da nefrite crônica é a retenção de uréia, que é altamente tóxica. Sinal comum desse quadro de elevação da uréia é o odor e úlceras (feridas) na boca do animal. A uréia pode atingir o sistema nervoso, causando sinais neurológicos como convulsões. Já é realizada no Brasil a hemodiálise nos animais (filtragem do sangue através de aparelhos), o que permite a sobrevida, em alguns casos. O transplante de rins também é uma opção de tratamento para insuficiência renal crônica. Essa cirurgia já é realizada no Brasil com sucesso.

Fonte: http://www.webanimal.com.br

- Nefrite aguda com áreas de calcificação:

- Nefrite crônica, já podendo ser considerada uma insuficiência renal:


O rim é responsável por manter estável o organismo, através de algumas funções como:

- Remover as substâncias indesejáveis do organismo, filtrando uréia e ácido úrico.
- Reabsorver a albumina e sais desejáveis como o sódio, potássio e cálcio.
- Excretar substâncias desnecessárias como fósforo e hidrogênio.
- Secretar hormônios para o controle do volume, da pressão arterial, de cálcio e fósforo e da formação de hemácias.

Existem alguns casos em que o rim é lesado de forma aguda, enquanto outros podem levar anos para que isso ocorra. As doenças mais comuns em rins são: as nefrites, glomerulonefrites, o diabete, a hipertensão arterial, infecções urinárias(cistites), obstruções das vias urinárias(cálculos) e as enfermidades hereditárias.  

Sinais e sintomas de disfunção renal:

Muitos são os sinais e sintomas que aparecem quando o animal começa a ter problemas renais. Alguns são mais frequentes, embora não sejam necessariamente consequências de problemas renais:

• alteração na cor da urina (torna-se parecida com coca-cola ou sanguinolenta)

• dor ou ardor quando estiver urinando;

• passar a urinar mais vezes;

• levantar mais de uma vez à noite para urinar;

• inchaço dos membros e da face;

• dor lombar;

• pressão sangüínea elevada;

• anemia;

• fraqueza e desânimo constante;

• náuseas e vômitos frequentes pela manhã;

 Tipos:

 Na nefrite, ocorre uma inflamação do rim, acarretando a perda total ou parcial da sua filtragem. A nefrite pode ser aguda ou crônica. Na aguda ocorre com um aparecimento súbito, aparentemente causado por uma infecção (cistite, que é uma infecção na bexiga), que se não for tratada acaba acometendo os rins. Os sinais mais comuns são, perda de apetite, vômito, o animal urina pouco ou não urina e fica prostrado. Na crônica, que é mais grave, o rim acaba sendo mais lesado e perdendo a função. Os sinais são a desidratação, emagrecimento progressivo, o animal urina mais e várias vezes, vômito, falta de apetite e prostração.

 Na glomerulonefrite,  observa-se uma doença imunomediada caracterizada pela deposição ou formação local de imunocomplexos na parede dos capilares dos glomérulos. Os glomérulos são as unidades funcionais dos rins. Pode ser aguda ou crônica. No cão, pode ter origem infecciosa: em vírus como o da hepatite infecciosa (contra o qual os cães devem ser vacinados), em bactérias como a E. Coli, em parasitas ( Erlichia, Leishmania, Dirofilaria e Babesia). Nos gatos, aparece por vírus como o da leucemia felina (FeLV) ou da peritonite infecciosa (PIF);

Essa patologia pode ainda ser imunomediada, ter origem tumoral (linfoma, mastocitoma) pancreática, idiopática ou hereditária. Seu sinais são: perda de peso, prostração, ascite, edema, animal bebe mais água, vômito e dispnéa.

Na insuficiência renal o diagnóstico pode expressar uma perda maior ou menor da função renal. Qualquer desvio funcional, de qualquer uma das funções renais, caracteriza um estado de insuficiência renal. Mas, somente a análise dessas funções nos permite afirmar que há perda da capacidade renal e estabelecer níveis de insuficiência renal. Nenhuma prova isolada é suficientemente exata ou fiel para avaliar a função renal, por isso, devem ser feitas várias provas, analisando a filtração, a reabsorção, a excreção e a secreção renal.

Na insuficiência renal aguda pode ocorrer uma desidratação severa, em que o animal urina pouco ou não urina, com consequentes hemorragias. Sendo estas as principais causas de uma IRA, provocadas pela falta de líquido circulante. A queda de pressão arterial, doenças cardíacas e medicamentos, fazem com que a filtração da urina diminua. Substâncias tóxicas podem destruir parte do rim e alterar suas funções agudamente.

Na insuficiência renal crônica ocorre uma perda irreversível das funções renais. É caracterizada por doenças renais e suas manifestações. Seu diagnóstico é comprovado correlacionando com exames laboratoriais (dosagens de uréia, creatinina e fósforo).

Em todos os casos de insuficiência renal crônica, encontra-se uma anemia de difícil tratamento, que só responde com o uso de eritropoetina, um hormônio secretado pelo rim. Quando há doença renal crônica, o rim perde a capacidade de produzir esse hormônio.

Fontes: http://www.renalvet.com.brhttp://www.hvp.pt

-Animal com os rins de tamanhos diferentes (um menor que o outro), região cortical espessadas, relação córtico-medular diminuída (enfermidade renal severa).

- Animal com rim em que a região cortical está espessada, relação córtico-medular diminuída e sem relação com a pelve renal (enfermidade renal grave).

- Animal com rim em que a região cortical está espessada e relação córtico-medular diminuída (enfermidade renal moderada a grave)



O “Abdômen Agudo” é considerado um diagnóstico de emergência na clínica veterinária. Clinicamente, sua origem é classificada como hepatobiliar, gastrintestinal, urogenital, pancreática, esplênica e da cavidade peritoneal / mesentério . Em cães as causas mais comuns de Abdômen Agudo são a pancreatite, massas esplênicas, torção gástrica, obstruções intestinais, gastroenterites, abscessos prostáticos e uropatias .

Na medicina de pequenos animais, o Abdômen Agudo é caracterizado pelo estabelecimento súbito de sinais severos de dor e/ou distensão abdominal, vômito, diarréia, anorexia,  prostração ou choque. Embora os sinais clínicos sejam de evolução aguda, o Abdômen Agudo não é sinônimo de afecção aguda, uma vez que ele pode ser a manifestação súbita de uma doença crônica. Nos cães, a dor abdominal pode nem sempre ser detectada, e sua ausência não deve excluir a hipótese de Abdômen Agudo, uma vez que ela pode ser intermitente ou ainda, animais severamente debilitados e prostrados podem não manifestar dor ou responder a estímulos dolorosos.

A palpação abdominal é a parte mais importante da avaliação clínica do paciente com Abdômen Agudo. As avaliações hematológicas e bioquímicas têm contribuição limitada para o diagnóstico etiológico do Abdômen Agudo, seu mais importante papel está na detecção de alterações metabólicas e eletrolíticas.

Em pequenos animais, as modalidades de imagem mais utilizadas para a investigação de enfermidades abdominais são o exame radiográfico simples, exames radiográficos contrastados e a ultrassonografia. A avaliação radiográfica objetiva a detecção ou a exclusão de alterações significativas como presença de fluido abdominal ou retroperitoneal, íleo, gás livre na cavidade, cálculo em vias urinárias e alguns tipos de corpos estranhos. O diagnóstico radiológico é limitado pela presença de fluido abdominal livre e pôr não permitir a avaliação da arquitetura interna dos órgãos. Ainda tem como desvantagem a necessidade de uso de meios de contraste em muitos casos, além do transporte do paciente para a sala de exame.

Outros autores ressaltam que, embora os exames contrastados possam ser de grande utilidade, em situações de emergência a realização dos mesmos pode ser inviável devido as condições do paciente e ao longo tempo de execução de algumas técnicas, como o trânsito gastrintestinal.

Quanto a contribuição diagnóstica, autores demonstraram que a ultrassonografia formal (USG) é um método eficiente de diagnóstico etiológico do Abdômen Agudo de cães, realizada em diferentes momentos do curso clínico e em diferentes etapas diagnósticas.

Alguns casos de Abdomên Agudo:

- Alças Intestinais pregueadas com Líquido Livre na cavidade (possível corpo estranho)

- Líquido Livre com conteúdo de hemácias no abdômen (hemoabdômen)

- Neoplasia de Baço

-Colangiohepatite Crônica

Fonte: Curso de pós-graduação da ANCLIVEPA- SP (US de emergência 2009).


Muitas vezes, nos exames de ultrassonografia, nos deparamos com algumas imagens curiosas que precisam ser correlacionadas com outros métodos de diagnóstico, para podermos fechar um caso com mais precisão. Como no caso de um aumento de volume em um determinado local, que não está ligado a nenhum órgão.

O aumento de linfonodos ou o acúmulo de líquido livre no abdômen (ascite), por exemplo, podem ser possíveis referências para se diagnosticar um problema inespecífico..

Foi realizado um exame recentemente, na clínica veterinária da Universidade Estácio de Sá, em que foi visualizada uma estrutura arredondada com áreas císticas em região abdominal, na qual o animal sentia muita dor durante a palpação. A estrutura não parecia ter ligação com nenhum órgão, apesar de bem grande.

Foram dadas algumas hipóteses para o caso, como uma hérnia com conteúdo de alças intestinais, um tumor em linfonodos, ou uma estrutura em região subcutânea.

Sugeriu-se, então, que a clínica que cuidava do animal realizasse alguns exames para aprofundar o caso e, se possível, uma biópsia guiada na área. Como o animal também possuía uma estrutura parecida em membro anterior, também foi sugerida uma radiografia do membro.

Um caso incomum e bem difícil, mas nem sempre impossível de se chegar a uma conclusão.

Há um tempo, também foi realizado um caso parecido, em que o animal apresentava uma estrutura bem grande no meio do abdômen. Mas esta, no caso, não estava tão aparente e somente foi diagnosticada porque o animal apresentou dificuldade para respirar. Então, foi feita uma radiografia, na qual se visualizou uma grande massa próxima ao fígado (entre região epigástrica e região hipogástrica relacionada ao mesentério – neoplasia) e uma outra grande massa aderida ao rim direito (neoplasia renal).

Nesses casos, sempre há a necessidade de uma ultrassonografia para ajudar no diagnóstico, mas relacionando-o com exames complementares (hemograma, radiografia, biópsia etc).

Casos Clínicos:

- Massa entre a  Região epigástrica e hipogástrica (provavelmente em mesentério)

 

- Mesma imagem da massa entre a  Região epigástrica e hipogástrica (provavelmente em mesentério)

- Mesmo animal com uma massa no Rim Direito

Caso clínico feito  na Universidade Estácio de Sá:

-Região Ilíaca Esquerda (com pouca definição se está em subcutânea ou dentro do abdomen)

- Mesma Região (com áreas císticas e reforço acústico)

-Região de Membro Anterior( algumas áreas císticas e com reforço acústico)


O baço tem a função de fazer hematopoese, a filtração e reserva sanguínea, a remoção e o remodelamento de eritrócitos e outras ações imunológicas.

Um aumento do baço (esplenomegalia) pode ocorrer de duas formas:  O aumento difuso, geralmente associado a algum fator de inflamação, com consequente proliferação de células normais e anormais, e o aumento localizado, que forma uma massa (neoplasia ou hiperplasia nodular).

Os sinais clínicos são:

  • Perda de peso
  • Anorexia
  • Dor abdominal
  • Distensão abdominal
  • Urina muito
  • Bebe muita água
  • Vômito
  • Diarréia

O diagnóstico de alguma lesão ou inflamação no baço se dá com o auxilio de uma série de exames, como:

  • Hemograma
  • EAS
  • Bioquímica
  • Radiografia
  • Ultrassonografia

As causas de um aumento no baço podem ser:

  • Neoplasia
  • Torção esplênica
  • Ruptura esplênica
  • Infecção por hemoparasitos (erlichia e babesia)
  • Enfermidades em outros órgãos (hepatites, nefropatias, piometra etc)
  • Em gatos, as lesões podem ocorrer  por infecções virais, intoxicação alimentar e hipertireoidismo.

Apesar de o baço ser um órgão importante para o funcionamento do organismo, por manter o sistema imune saudável, sua retirada, em caso de ruptura, tumor ou torção, não acarreta alterações no organismo.

 

Esplenomegalia:

Leptospirose em baço:

Neoplasia em baço:


O fígado é o único órgão que consegue se regenerar, mas nem por isso devemos deixar de dar importância em casos de alterações funcionais.

Em algumas espécies animais o metabolismo alcança a atividade máxima logo depois da alimentação; isto lhes diminui a capacidade de reação a estímulos externos. Em outras espécies, o controle metabólico é estacionário, sem diminuição desta reação. A diferença é determinada pelo fígado, órgão básico da coordenação fisiológica, e sua função reguladora, (fonte: http://pt.wikipedia.org).

Entre algumas das funções do fígado estão:

  •  A produção de bile;
  •  A síntese do colesterol;
  • A conversão de amônia em uréia;
  • A desintoxicação do organismo;
  • A síntese de protrombina e fibrinogênio (proteínas de coagulação do sangue);
  • A destruição das hemácias;
  • A síntese, armazenamento e quebra do glicogênio;
  • A emulsificação de gorduras no processo digestivo, através da secreção da bile;
  • A lipogênese, a produção de triglicérides (gorduras)

Entre as principais alterações que ocorrem no fígado estão:

As hepatites virais (agudas e/ou crônicas), ocasionadas por vírus, como a leptospirose; as doenças hepáticas causadas por toxinas; as insuficiências hepáticas (que podem vir de uma cardiopatia ou anomalia congênita); fibroses e cirroses hepáticas e hepatopatias de etiologia desconhecida.

Os sintomas mais comuns são:

  • Falta de apetite
  • Letargia
  • Perda de peso
  • Icterícia
  • Urina mais escura
  • Beber mais água
  • Vômitos
  • Ascite

Nos gatos (principalmente nos obesos), a falta de apetite por mais de dois dias já pode acarretar um problema hepático grave, no qual chamamos de Lipidose Hepática, no qual se acumula gordura no fígado.

O diagnóstico se dá através de:

Exames de sangue, como dosagem bioquímica das enzimas hepáticas (ALT, AST e Fosfatase alcalina); hemograma completo; análise de urina (EAS); e exames complementares como a ultrassonografia, a radiografia e ecografia, podendo em alguns casos de tumores hepáticos fazer uma biópsia hepática.

Na vesícula biliar as alterações mais comuns são:

  • O acúmulo de sedimento (lama biliar)
  • Formação de cristais e posteriormente cálculos (coleicistite/colelitíase)
  • Espessamento da parede
  • Dilatação do ducto cístico

Essas alterações estão normalmente associadas a um animal idoso, com dieta pouco nutritiva e/ou já apresentando algum processo inflamatório em fígado.

Vejam algumas imagens ultrassonográficas de doenças hepáticas e vesícula biliar:

Lipidose Hepática (gordura aparente e fígado aumentado)

Leptospirose (fígado mais escuro e com marcações  mais claras)

Colangiohepatite (fígado aumentado e vesícula com parede aparente)

Tumores Hepáticos (nódulos arredondados)

Lama Biliar (acúmulo de sedimento na vesícula)

Vesícula Bilobada em gato (comum em gatos)

 


A ultrassonografia também pode ser realizada para ajudar a diagnosticar enfermidades em animais silvestres, a exemplo do que ocorre no Campus de Vargem Pequena da Universidade Estácio de Sá, que abriga os animais resgatados pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. 

Bicho Preguiça fazendo exame de ultrassonografia:

Jararaca prenha:

Fetos de Jararaca:


Muitos donos têm receio em castrar seus bichinhos de estimação, sem saber que na verdade estão fazendo um bem para eles.
Tanto cães quanto gatos, podem apresentar diversas doenças relacionadas ao sistema reprodutor, pois com a produção hormonal constante, acarreta no futuro, problemas sérios….
Nas fêmeas, cadelas ou gatas, podem aparecer doenças como: Piometra, que é uma infecção uterina secundária a essas alterações hormonais, pois após uma hiperplasia endometrial ocorrida por esses hormônios, há uma excessiva secreção pelo endométrio, em que se acumula no lúmen uterino criando um meio bacteriano.
Ainda há outras doenças que também estão relacionadas a problemas hormonais, como neoplasias mamárias, endometrites entre outras.
No caso dos machos, podemos encontrar problemas como:
Epididimites, orquites, e neoplasias testiculares. Em próstata, podem ocorrer um aumento do tamanho desta, e um processo inflamatório (prostatite), que com isso, pode comprimir a uretra, ocasionando secundariamente problemas urinários.

Por esses motivos, a castração é tão importante para nossos bichinhos!

Converse sempre com seu veterinário!

Piometra em cadela:

Piometra em gata:

Hemometra:

Neoplasia de ovário:

Prostatite com Hiperplasia Prostática Benigna:


A ultrassonografia é o método confiável para o diagnóstico da gestação em pequenos animais (mas o melhor método de contagem de fetos continua sendo a radiografia).

De acordo com algumas definições, a gestação normal é de aproximadamente 65 dias em cadelas e 61 em gatas.
A ultrassonografia é útil no monitoramento do desenvolvimento fetal e embrionário normais, sendo o primeiro indicador da gestação, a visualização de bolsas gestacionais (pequenas estruturas anecóicas de parede fina, próximas ao útero).
O feto começa a se desenvolver após 30 dias da cópula, permitindo a definição dos órgãos.
Com 20 dias se visualiza a bolsa gestacional.
Com 22 a 24 dias são visualizadas as camadas placentárias; e com 23 a 25 os batimentos cardíacos; de 34 a 36 os movimentos fetais.
Com 33 a 39 visualiza o esqueleto.
Com 35 a 39 já começam a aparecer os órgãos, primeiro a bexiga e estômago; com 38 a 42 fígado e pulmão; e no final da gestação (último trimestre) vemos os rins, inicialmente hipoecóicos e por último são visualizadas as alças intestinais e peristaltismo.

A média da freqüência cardíaca é de 230 bat/min (214bat/min e 238 bat/min), por volta do 40° dia em cadelas, e 228 bat/min nas gatas. Normalmente próximo ao parto há uma reduçãp desses valores.

Anormalidades mais comuns, são absorção (morte embrionária antes 25 dias) e abortamento (morte fetal após 35 dias). Os sinais de morte fetal incluem a ausência de batimentos cardíacos e do movimento fetal, postura anormal do feto ( volume reduzido com ecogenicidade aumentada dos líquidos fetais, acúmulo de gás dentro do feto).

Feto de 38 dias:

Feto de 56 dias:

Morte fetal: