22mai

Jararaca

Jararaca

Jararaca é o nome comum dos répteis escamados pertencentes ao género Bothrops da família Viperidae. Tem uma variação muito grande quanto a pele, ação da peçonha, e outras características.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente esbelta e terrestre. Possui corpo marrom com manchas triangulares escuras, faixa horizontal preta atrás do olho, e região ao redor da boca com escamas de cor ocre uniforme.

A cor padrão é extremamente variável, consistindo de uma cor de fundo dorsal, que pode ser bege, marrom, cinza, amarelo, verde-oliva, ou quase marrom. Midbody, essa cor é geralmente um pouco mais leve que a cabeça, anterior e posterior. Esta é revestida com uma série de pale gumes, marrom escuro marcações subtriangular ou trapezoidal de ambos os lados do corpo, os ápices de que alcançar a linha vertebral. Estas marcas podem ser situado em frente uns dos outros, ou parcialmente ou completamente justapostas, a maioria das amostras têm um padrão com todos os três variações. Nos jovens, a ponta da cauda é branca.

A cabeça tem uma proeminente, listra marrom escuro que corre atrás do olho de cada lado da cabeça de volta para o ângulo da boca, geralmente tocando os últimos três supralabiais. Dorsalmente, essa faixa é delimitada por uma área distinta pálido. A língua é negra e a íris é dourada a dourada esverdeada com reticulações ligeiramente mais escuras.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente encontrada no Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e em regiões adjacentes no Paraguai e Argentina.

São serpentes peçonhentas, muito comuns no Brasil, em especial na região de Cerrado, onde se tem plantio de cereais, pois este tipo de cultivo favorece a presença de roedores, que são sua principal alimentação.

Vive em ambiente preferencialmente úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontam ratos e sapos, seus pratos mais caçados. Dorme durante o dia debaixo de folhagens secas e úmidas, e gosta de tomar sol, geralmente sol pós chuva.

 

Fonte : http://www.cobrasbrasileiras.com.br/bothrops_jararaca.html

- Exame ultrassonográfico em uma jararaca gestante:

- Feto de jararaca:

 


O hiperadrenocorticismo é uma doença endócrina que pode acometer cães e gatos, sendo, porém, mais comum em cães. Existem três causas para o resultado final de excesso de corticoesteróides séricos, o hiperadrenocorticismo hipofisário, o iatrogênico e o neoplásico.

 Os sinais clínicos e as lesões estão associadas com hiperadrenocorticismo resultam principalmente de excesso de cortisol crônico. Os cães desenvolvem uma séries de sinais clínicos (barriga abaulada, pele pregueada, fraqueza, tremores musculares, poliúria, polidipsia e polifagia, alopesia) e alterações laboratoriais (glicongênicos, lipolíticos, catabólicos proteicos). A doença é insidiosa e lentamente progressiva.

 Pode-se fazer teste de estimulação de ACTH para identificar corretamente (80-85%).

 A ultrassonografia visa avaliar visualmente o tamanho, o formato, a ecogenicidade e a textura das glândulas adrenais e não pode determinar se há ou não um quadro clínico de síndrome de Cushing instalado. Além de avaliar o tamanho dos rins e fígado, que provavelmente estarão também alterados.

 O tratamento é feito através de administração de Mitotano, que irá regular os níves de cortisol plásmatico, e diminuindo os sinais clínicos progressivamente.

 Em caso de tumor na glândula o tratamento recomendado consiste na remoção cirúrgica da glândula afetada, e administrar o Mitotano ou quetoconazol para tumores funcionais.

Fonte: Manual Merck de Veterinária; oitava edição; Roca ed.

-Animal  com diferença entre as adrenais, sendo a direita com um aumento no volume e a esquerda com aumento de volume e área de calcificação (podendo ser considerada um Adenoma):

-Diferença entre o tamanho das adrenais esquerdas de dois animais, sendo o primeiro considerado normal, e o segundo com um aumento da adrenal:


As tartarugas marinhas são répteis, ou seja, animais pecilotérmicos que necessitam de temperatura ambiente confortável para manutenção das funções fisiológicas normais. Possuem nadadeiras e vivem o tempo todo no mar, com exceção das fêmeas, que saem da água por um curto período de tempo para por os ovos. Na terra, são lentas e vulneráveis, mas, no mar, se deslocam com rapidez e agilidade.

O corpo das tartarugas marinhas é recoberto por um casco, formado por placas córneas e ósseas, com função de proteger e aumentar a hidrodinâmica, facilitando o deslocamento da água. Embora respirem por pulmões, esses animais podem ficar em apnéia por horas em baixo da água, e com isso, o organismo funciona mais lentamente. Desta forma, o coração bate mais devagar (bradicardia), e o fornecimento de oxigênio é auxiliado por um tipo de respiração acessória (feita pela faringe e cloaca), que retira o oxigênio da água.

Algumas características anatômicas e fisiológicas das tartarugas marinhas dificultam o exame físico. A carapaça e o plastrão limitam a auscultação, a palpação e exames como a ultrassonografia e radiografia, mas pode-se ter uma noção de alterações pulmonares ou abdominais. Os exames hematológicos e bioquímicos podem ser realizados através de simples colheitas de amostras e permitem a avaliação de informações importantes.

Algumas espécies são encontradas no Brasil Caretta caretta, Eretmochelys imbricata, Lepidochelys olivacea, Chelonia mydas e Dermochelys coriácea.

Este exame foi realizado, com o animal sedado. Os sinais clínicos dela eram um sangramento nasal e dificuladades respiratórias, provavelmente por algum trauma pulmonar. Não foi possível visualizar alterações pulmonares, pois era muito difícil achar uma janela acústica próxima ao local lesado.

Fonte: Artigo científico: “Principais achados em tartarugas- verdes (Chelonia mydas) encalhadas no Rio Grande do Sul, Brasil.” – autor Carolina Silveira Braga, Porto Alegre, 2011, Universidade Federal  do Rio Grande do Sul. 

 


A DII (ou EII- enteropatia inflamatória idiopática) hoje é reconhecida como uma das causas mais comuns de vômitos e diarreias em cães e gatos. O termo doença intestinal inflamatória descreve um grupo de doenças intestinais crônicas que são caracterizadas por uma infiltração difusa dentro da lâmina própria por várias populações de células inflamatórias, incluindo linfócitos, plasmócitos, eosinófilos, neoutrófilos e macrófagos. As doenças inflamatórias mais diagnosticadas em gatos são a enterite linfocítico-plasmocítica, a enterite linfocítica benigna e a colite linfocítico-plasmocítica. Em cães, os tipos mais comuns de DII são a enterite linfocítico-plasmocítica e a colite linfocítico-plasmocítica. As causas definitivas da DIIC em animais permanecem desconhecidas; as causas mais pesquisadas incluem respostas imunes inadequadas de mucosa, alterações de hipersensibilidade da mucosa, influências dietéticas e microorganismos intestinais. Ocorre mais frequentemente em cães e gatos de meia-idade a idosos.

Não existe nenhuma predisposição etária, sexual ou racial aparente associada com a DII (EII). No entanto, ela pode ser mais comum em cães da raça pastor alemão, yorkshire terrier e cocker spaniel inglês e americano e nos gatos de raças puras. A idade média descrita para o desenvolvimento de uma doença clínica é de 6,3 anos nos cães e 6,9 anos nos gatos.

Um dos sinais clínicos mais comuns observados é o vômito, nas doenças intestinais inflamatórias. O vômito é reconhecido como uma ocorrência intermitente por semanas, meses ou anos, quase sempre acompanhado de ânsias, podendo ter fluido claro, biliar ou espumoso. O sangue está raramente presente; se presente, pode indicar envolvimento gástrico concomitante (ex.: erosões, corpos estranhos, gastrite, neoplasia).

Muitos pacientes com DII suave têm uma rotina diária sem mostrar qualquer sinal de desconforto em relação aos episódios de vômito. O segundo sinal mais comum é a diarreia; ela pode ser o sinal mais corriqueiro em cães, podendo ser um único sinal clínico ou ocorrer em conjunto com vômitos intermitentes. A diarreia pode ser aguda ou crônica, sendo a última, a habitualmente avaliada, que é responsiva ou temporariamente responsiva a alterações na dieta ou no tratamento sintomático não específico. Deve-se identificar, primeiramente, se o processo diarreico afeta o intestino delgado, intestino grosso ou ambos. Diarreias do intestino delgado são caracterizadas por grandes quantidades de fezes de consistência mole, volumosas ou aquosas, podendo ocorrer perda de peso e alterações clínicas graves de desidratação, anorexia, apatia e esteatorréia.  As diarreias de origem do intestino grosso são de consistência mole, viscosa; listras intermitentes de sangue fresco podem estar presentes, quantidades pequenas de fezes, com aumento na frequência de tentativa de defecar, defecções em locais anormais.  Os pacientes, em sua maioria, com diarreia limitada de intestino grosso, permanecem ativos e alertas, com apetite normal e não perdem peso. Outros sinais clínicos podem estar presentes como alterações em atitude, atividade, perda de apetite, perda de peso etc.

O diagnóstico diferencial de doenças similares deve ser feito; ex.: giardíase crônica, hipertireoidismo, sensiblilidade alimentar, supercrescimento bacteriano, insuficiência pancreática exógena, pitiose, deficiências de cobalamina etc. Um diagnóstico definitivo de DIIC pode somente ser feito através de biópsia do intestino. Outros testes são feitos para avaliar a condição do paciente e para descarte de outras doenças, hemograma, perfil bioquímico completo, urinálise, coproparasitológicos, mensuração da tiroxina sérica (gatos) e testes para FIV, FELV (gatos). Endoscopia é um importante teste para avaliar a mucosa. Radiografias e Ultrassonografias auxiliam no diagnóstico. O tratamento depende de cada caso, geralmente é feito através de terapia alimentar, drogas imunossupressoras, antibioticoterapia (casos com infecções bacterianas). Animais em tratamento com drogas imunossupressoras a longo prazo devem ser monitorados através de hemograma quanto aos efeitos e complicações. Os casos de DIIC podem ser controlados por longos períodos, porém podem ter recidivas, necessitando de novos tratamentos.

Fonte: Manual Merck de Veterinária; oitava edição; Roca ed.

-Alças intestinais pregueadas de um cão, sem causa definida, animal tem diarreia frequente mesmo com dieta e controle.

-Alças intestinais pregueadas em duodeno descendente do mesmo animal:

 -Alças intestinais pregueadas:


A gastroenterite hemorrágica se caracteriza por um inicio agudo de diarreia aguda em cães anteriormente saudáveis. Se o problema estiver limitado aos vômitos, denomina-se gastrite, se estiver limitado a diarreias, denomina-se enterite. A maior parte das gastroenterites pouco complicadas é provocada pela ingestão de comida estragada ou contaminada, sendo os cães mais afetados devido aos seus hábitos alimentares menos descriminados. É provável um aumento acentuado nas permeabilidades vascular e mucosa. Vazam plasma, hemácias e fluido para o interior do lúmen intestinal. Raramente se observam inflamação e necrose.

Frequentemente, a causa real de gastroenterite permanece desconhecida e a maior parte dos animais recebe tratamento sintomático com o objetivo de reduzir os sinais clínicos que são incômodos para os animais (por exemplo, vômito e diarreia), garantindo, assim,  o bem-estar do animal e a sua recuperação.

Algumas causas específicas de gastroenterite incluem ingestão de corpos estranhos, toxinas, plantas, drogas irritantes, parasitas intestinais, vírus (por exemplo, parvovírus) ou, raramente, bactérias. Nesses casos, o diagnóstico pode ser feito através da realização de testes específicos para essas doenças.

As raças toy e miniaturas jovens de cães parecem ser predispostas. A mortalidade é alta nos cães não tratados.

A doença é frequentemente observada em cães com 2 a 4 anos de idade e se caracteriza por um inicio agudo de vômito e diarreia sanguinolenta, anorexia e depressão. Os cães não ficam clinicamente desidratados, mas, a menos que se inicie um suporte hídrico, pode se desenvolver choque hipovolêmico. A doença não é contagiosa e pode ocorrer sem alterações óbvias na dieta, ambiente ou rotina diária.

A maior parte dos cães e gatos podem não tolerar uma alteração súbita da dieta; como tal, deve-se introduzir lentamente uma nova dieta durante alguns dias.

A vacinação regular também protege o animal contra várias doenças virais graves, tais como a parvovirose, que afeta o trato gastrointestinal.

Finalmente, é importante desparasitar o animal pelo menos 4 vezes por ano com um desparasitante de largo espectro, juntamente com o controle de moscas para prevenir alguns parasitas intestinais (por exemplo, Dipylidium).

 

 

Fonte: Manual Merck de Veterinária; oitava edição; Roca ed

 

- Parede do estômago de um cão espessada com grande quantidade de líquido e gás no seu interior:

- Alças intestinais com a parede espessada e conteúdo líquido no lúmen do mesmo cão:

            


A pielonefrite refere-se à infecção da pelve e do parênquima renal, especialmente da medula adjacente, com extensão potencial para o córtex. A doença pode ser manifestada de forma unilateral ou bilateral, aguda ou crônica. A infecção pode ocorrer pela via migração ascendente de bactérias patogênicas presentes no trato urinário inferior ou via hematógena provenientes de focos distantes. O diagnóstico é fundamentado no histórico clínico do paciente, no exame físico e nos achados laboratoriais.  A presente revisão objetiva descrever a patogenia, sinais clínicos, formas de diagnóstico e recursos terapêuticos relacionados a esta enfermidade.

A pielonefrite aguda pode causar sinais sistêmicos, tais como, febre, anorexia, depressão, vômito e dor durante a palpação renal. A pielonefrite crônica pode ser subclínica (febre intermitente, anorexia e depressão) ou pode resultar em uremia, caso seja destruída uma quantidade suficiente de tecido renal. Uma diminuição da capacidade de concentrar a urina pode resultar em polidipsia e poliúria. Uma cistite intercorrente pode causar sinais de doença no trato urinário inferior.

Achados clínicos e exame podem sugerir uma pielonefrite aguda, mas não são muito úteis na crônica. Podem se encontrar um aumento na concentração de uréia e creatinina, bem como outras anormalidades labarotariais associadas a insuficiência renal.

Sua confirmação pode ser difícil, as radiografias e ultrassonografias podem demonstrar aumento de volume renal no caso de pielonefrite aguda, e, rins pequenos e irregulares na crônica.

O prognóstico do paciente é dependente de seu status imunológico e da sua resposta a antibioticoterapia. A pielonefrite, tanto na forma aguda como na forma crônica, pode induzir à doença renal crônica. Os animais, quando diagnosticados e tratados precocemente, possuem um bom prognóstico, porém, quando é iniciado o tratamento de forma tardia para erradicar a infecção, os animais com frequência sofrem dano renal irreversível e se tornam doentes renais crônicos.

 

Fonte: Manual Merck de Veterinária (8ª ed.; Ed. Roca). PIELONEFRITE EM PEQUENOS ANIMAIS – REVISÃO DE LITERATURA (REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN: 1679-7353  / Ano VIII – Número 15 – Julho de 2010 – Periódicos Semestrais)

-Pielonefrite Aguda:

-Pielonefrite Crônica em um Gato:

- Pielonefrite em um cão e já com Hidroureter:

-Pielonefrite no mesmo animal vista de outro corte:

 


Dioctophyma renale é observado ocasionalmente em cães e em muitas outras espécies (incluindo o homem). As fêmeas correspondem aos maiores nematódeos conhecidos com 75 a 100 cm de comprimento e os machos são menores , com até 35 cm de comprimento. Os adultos são vermelhos e vivem nos tecidos renais, quase que sempre, no rim direito. O parênquima renal é destruído gradualmente a medida que o verme fêmea cresce.

Os ovos de casca grossa e esburacados, são eliminados na urina; se forem ingeridos por anelídeos oligoquetos, eclodirão  e se desenvolverão em larvas infectantes. A infecção ocorre na ingestão do analídeo ou de um hospedeiro paratênico (peixes carnívoros de água doce), que ingere o verme anelídeo infectado. As larvas migram do estômago ou duodeno para a cavidade peritoneal , e ocasionalmente, no fígado, antes do amadurecerem no rim. Os ovos são eliminados na urina 4 a 6 meses após a infecção.

Não aparecem sinais clínicos até que os parasitas se aproximem ou atinjam a maturidade. Com isso, começa a ocorrer perda de peso acentuada, hematúria, micção frequente, inquietação e evidências de dor abdominal ou lombar grave. Pode ocorrer anemia após uma perda de sangue. O diagnóstico se baseia nos sinais clínicos e presença de ovos na urina. Também pode-se detectar o verme adulto na radiografia e na ultrassonografia.

Recomenda-se evitar a ingestão de carne de peixe crua ou de outros organismos aquáticos, especialmente nas áreas em que se sabe que o parasita ocorre em animais silvestres. Uma nefrectomia nosa estágios iniciais da infecção leva a uma recuperação rápida.

 

Fonte: Manual Merck de Veterinária (8ª ed; Ed. Roca). PIELONEFRITE EM PEQUENOS ANIMAIS – REVISÃO DE LITERATURA (REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN: 1679-7353  / Ano VIII – Número 15 – Julho de 2010 – Periódicos Semestrais)

 

- Imagem ultrassonográfica de Dioctophyma renale  no rim direito de um cão:

- Ovos de Dioctophyma renale  na urina do mesmo cão:

-  Dois Dioctophyma renale  retirados após cirurgia de nefrectomia do rim direito do mesmo cão:

-Dioctophyma renale  medindo aproximadamente 50 cm o maior:

- Rim direito totalmente destruído, somente com a cápsula renal:


A insuficiência renal crônica, ou IRC, é uma doença grave geralmente encontrada em cães idosos, porem pode ocorrer em qualquer idade. Os sinais mais comuns da enfermidade são: polidipsia (aumento do consumo de água) , poliúria (micção em excesso), apatia, perda de apetite e vomitos.

A IRC é causada por um processo normal de envelhecimento, devido ao declínio do funcionamento renal com o tempo. Também ocorre após longos períodos de insultos renais decorrentes de doença periodontal, hipertensão arterial, diabetes e outras endocrinopatias, infecções, hematozoários, filariose. Os sinais mais comuns da doença são o aumento do consumo de água e micção freqüente,  tentativas do organismo de compensar a perda das funções renais, eliminando resíduos que se acumularam na corrente sanguínea.

Como a doença é progressiva e irreversível, o prognóstico para os cães afetados é ruim. Embora o tratamento raramente melhore as funções renais dos cães afetados, pode aliviar os sintomas e trazer um maior conforto para o animal.

A insuficiência renal crônica é uma desordem causada pelo mau funcionamento gradual dos rins ou pelas conseqüências de longo prazo de uma insuficiência renal aguda. Os rins têm algumas funções essenciais à sobrevivência tais como a excreção, a reabsorção de fluidos e alguns processos endócrinos. Eles filtram os resíduos da corrente sanguínea, de forma a excretá-los do corpo através da urina. Os rins também produzem hormônios como eritropoietina, que estimula a medula óssea a produzir novas hemácias (glóbulos vermelhos).

 Para um diagnóstico, o veterinário vai primeiro identificar e corrigir qualquer doença renal pré-existente que possa causar a insuficiência crônica, assim como todo e qualquer fator que esteja originando novos insultos renais. Um exame físico e diversos testes laboratoriais.

Em alguns casos, sabe-se que os seguintes problemas podem causar a enfermidade, doença renal hereditária e congênita, nefrotoxinas, ou toxinas renais, hipercalcemia, ou alta dosagem de cálcio no sangue, glomerulonefrite, ou inflamação das estruturas internas do rim, pielonefrite, ou infecção renal, rins policísticos, pedras nos rins, obstrução urinária crônica, certos medicamentos; e linfoma, que é um tipo de câncer. Além desses fatores , a doença periodontal,doenças auto-imunes, a hipertensão arterial e os hematozoários atuam fortemente na deterioração dos rins levando à casos de insuficiência renal crônica.

Cães com insuficiência renal crônica moderada podem ser tratados em casa, com medicamentos e dietas apropriadas. O veterinário poderá prescrever ração canina com menor teor de proteína, fósforo e sódio do que a normal e assim reduzir a carga de trabalho dos rins.

 

fonte:http://www.renalvet.com.br/ 

 

-Morfologia renal em corte transversal (secção coronal):

 -Rim de um cão, com diminuição de tamanho e relação córtico-medular diminuída:


As glomerulopatias, em geral conhecidas como “glomerulonefrites”, são doenças que acometem os glomérulos, estruturas constituídas por um tufo de capilares sanguíneos (delimitados por uma cápsula), além de uma série de outros elementos (entre eles, vários tipos de célula), responsáveis pela ultrafiltração do plasma.

Em casos iniciais o seu animal poderá apenas apresentar-se letárgico e com ligeiras perdas de peso e massa muscular. À medida que a deposição contínua, poderá apresentar edemas, ascite (o que causará um aumento de peso) e atrofia muscular grave. Em casos mais graves, o seu animal poderá começar a beber e a urinar em maior quantidade (poliúria-polidipsia), apresentar anorexia (não come), náuseas e vómitos e ainda alterações respiratórias (dispneia, respiração ofegante). Convém detectar as alterações o mais precocemente possível e levá-lo ao seu Médico Veterinário.

São doenças muito variadas, podem ser aguda ou  crônicas; inflamatórias ou  não; tratáveis ou  não. Podem ter origem nos rins e acometer apenas esses órgãos, sendo chamadas de primárias, ou podem ser secundárias a outras doenças, como diabetes, hepatites, doenças autoimunes, dentre outras. Os pacientes com glomerulopatias podem ser assintomáticos ou apresentar sintomas urinários (urina escura, diminuição do volume urinário) ou inchaço (de membros, face ou de todo o corpo).

O exame de urina pode revelar a presença de hematúria e/ou proteinúria. Quando se faz o diagnóstico de glomerulopatia, a função renal pode estar normal ou já estar deficiente. É importante diagnosticar a glomerulopatia e determinar oseu tipo, para fazer o tratamento adequado. Se ela não é diagnosticada precocemente e/ou não é tratada adequadamente pode progredir para insuficiência renal crônica terminal. A ultrassonografia também auxilia no diagnóstico.

O tratamento deverá incluir um correto manejo do paciente e educação do cliente (quanto mais precocemente a doença for identificada e corrigida, melhor o prognóstico); atividade (restrita em casos de tromboembolismo); dieta (com pouco sal e com proteína em baixa quantidade mas de alta qualidade); medicação: visto que a glomerulonefrite é uma patologia imunomediada, a medicação passa ocasionalmente pela utilização de fármacos imunossupressores.

O prognóstico a longo prazo é reservado, geralmente a glomerulonefrite progride para insuficiência renal crónica.

Fontes: http://www.renalvet.com.br ; http://www.hvp.pt

- Animal com uma Glomerulonefrite Aguda (a nefrite começa a ficar mais crônica)

- Animal com uma Glomerulonefrite Crônica

- Mesmo animal com o rim direito também com Glomerulonefrite Crônica (começa a existir uma compensação renal, com diminuição do rim direito e possivelmente uma IRC)


A nefrite é uma alteração inflamatória do rim, que perde total ou parcialmente a sua capacidade de filtragem. A nefrite pode ser aguda ou crônica.

A nefrite aguda é um quadro de aparecimento súbito, normalmente causada por uma infecção renal. Essa infecção pode ter se iniciado com uma simples cistite (infecção na bexiga), que, quando não tratada, pode atingir os rins. Os sinais clínicos da doença são apatia, vômitos, falta de apetite e anúria (o animal não urina ou urina pouco).

Nem sempre todos esses sinais estão presentes, mas a falta de urina é um alerta. Uma vez que o “filtro” não está funcionando corretamente, produtos tóxicos como a uréia (resultado do metabolismo das proteínas) não são eliminados intoxicando o organismo, daí os vômitos. Exames de urina e sangue irão confirmar o diagnóstico da nefrite e, após o início do tratamento (antibióticos, diuréticos, etc..), o rim volta a funcionar normalmente na grande maioria dos casos. A ultrassonografia também pode auxiliar no fechamento do diagnóstico da nefrite.

A nefrite crônica é um quadro bem mais preocupante, pois nesse caso a maior parte do rim está lesado e sem capacidade de regeneração. Ao contrário da nefrite aguda, o quadro crônico caracteriza-se por uma produção excessiva de urina, pois o rim não consegue reter a água e substâncias importantes ao organismo, mas retém os produtos tóxicos. Assim, teremos um animal desidratado, com emagrecimento progressivo, que urina grandes quantidades a todo o momento e ingere muita água. Ocorrem os vômitos, falta de apetite e apatia. O rim passa a não produzir mais a substância que estimula a medula a produzir glóbulos vermelhos (eritropoetina). O animal apresenta um quadro de anemia. O desequilíbrio orgânico causado pela falência renal será permanente, uma vez que o rim não tem capacidade de se regenerar.

O maior problema da nefrite crônica é a retenção de uréia, que é altamente tóxica. Sinal comum desse quadro de elevação da uréia é o odor e úlceras (feridas) na boca do animal. A uréia pode atingir o sistema nervoso, causando sinais neurológicos como convulsões. Já é realizada no Brasil a hemodiálise nos animais (filtragem do sangue através de aparelhos), o que permite a sobrevida, em alguns casos. O transplante de rins também é uma opção de tratamento para insuficiência renal crônica. Essa cirurgia já é realizada no Brasil com sucesso.

Fonte: http://www.webanimal.com.br

- Nefrite aguda com áreas de calcificação:

- Nefrite crônica, já podendo ser considerada uma insuficiência renal: