A colangite e a colangiohepatite são comuns em gatos e cães. A classificação clássica das hepatopatias inflamatórias em gatos inclui colangite e colangiohepatite agudas e crônicas ou linfocitárias e cirrose biliar.

A colangite é definida como inflamação no sistema biliar. Na colangiohepatite a inflamação se estende para o interior do parênquima hepático.  A cirrose biliar se refere à fibrose portal e à hiperplasia biliar, que ocorre após uma inflamação de longa duração. Com o passar do tempo, uma colangiohepatite pode evoluir para uma cirrose e à uma hepatopatia em estágio final.

Nas agudas podem estar associadas a infecções bacterianas fúngicas ou de protozoários. Os sinais clínicos são: febre, hepatomegalia, dor abdominal, icterícia, letargia, vômito e anorexia. Nas crônicas sugerem uma infecção imune subjacente (alta incidência em gatos persa).

Na ultrassonografia a imagem em gatos estará com a ecogenicidade diminuída e com os vasos portais dilatados, estando associado a lama biliar, colelitíase e espessamento de parede. Na colangiohepatite aguda, podemos ainda observar a diminuição generalizada da ecogenicidade hepática e , em alguns casos, discreta dilatação de ducto cístico. Nos casos crônicos, terá um aumento da ecogenicidade hepática, sendo mais frequente em felinos. Nos processos inflamatórios agudos, o espessamento ocorre devido ao edema de parede.

 

Fonte: Manual Merck de Veterinária; oitava edição; ed. ROCA. Ultra-sonografia em pequenos animais; Cibele figueira Carvalho; ed. ROCA.

 

- Imagens de um felino com hepatomegalia, ecogenicidade hepática diminuída, dilatação de ducto cístico e espessamento de vesícula biliar, mostrando uma colangiohepatite:

- Imagens de dois cães com hepatomegalia, ecogenicidade hepática aumentada, dilatação de ducto cístico e espessamento de vesícula biliar, mostrando uma colangiohepatite:

- Imagem de um felino com dilatação de ducto císitco, mostrando uma colangite:

- Imagens de dois cães com ducto cístico dilatado, sendo o segundo ainda com espessamento na parede da vesícula biliar, mostrando uma colangite:


 

A gastrite pode ser aguda ou crônica. A maioria delas é provavelmente secundária à ingestão de substâncias que causam lesão a mucosa gástrica.

A gastrite aguda geralmente pode ser causada por uma improdência dietética que leva a danos na mucosa gástrica. Já a crônica, é causada por várias doenças, incluindo gastrite superficial crônica, atrófica crônica, hipertrófica crônica e eosinofílica.

Um vômito crônico pode se associar com fraqueza, letargia, perda de peso, desitratação e desequilíbrio eletrolítico e destúrbios ácido-básicos. Nos exames de ultrassonografia, vemos espessamento na parede gástrica e difusamente com aumento da ecogenicidade e aumento do peristaltismo.

O prognóstico depende da natureza da doença e da capacidade de erradicá-la ou controlá-la.

 

Fonte: Manual Merck de Veterinária;ROCA;oitava edição.

 

- Estômagos de três cães com gastrites em diferentes estágios:

 


12set

Colite

O cólon ajuda a manter os equilíbrios hídrico e eletrolítico e absorver nutrientes;ele também armazena temporariamente fezes e proporciona um ambiente para microrganismos. As colonopatias prejudicam estas funções, e segue-se a diarreia. Já se estimou que cerca de 1/3 dos cães com diarreia crônica apresentam colite. Pode ser classificada de quatro formas: eosinofílica, linfócito-plasmocitária, histiocitária e granulomatosa. A síndrome hipereosinofílica dos gatos é uma variante da enterite eosinofílica, com envolvimentos hepáticos, esplênicos e nos linfonodos renais, mesentéricos adrenais e cardíacos.

A colite aguda pode ser por infiltração mucosa  (ulcerações epiteliais). A crônica  ocasiona uma infiltração com mais fibrose podendo ter uma ulceração também.

Animais com colite apresentam histórico de tenesmo (dor ao defecar) e de fezes com muco, algumas vezes com sangue.

Uma avaliação completa do cólon inclui endoscopia e biópsia. Na ultrassonografia se evidencia as camadas da mucosa do cólon espessadas e de forma difusa, com lesões hiperecóicas e irregulares com conteúdo líquido a pastoso em seu lúmen.

 

Fontes: Manual Merck de Veterinária;  oitava edição; ROCA; Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; Dominique Pennick; GEN

- Imagens de colite em cães:

 


Foi realizado exame de ultrassonografia em um felino de 15 anos, com diagnóstico de  possível pancreatite ou duodenite de acordo com seu último exame de ultrassonografia.

No exame clínico, o animal apresentou aumento abdominal, dor e prostração, antes de realizar exames laboratoriais para avaliar as funções.

Durante o exame de ultrassonografia, observou-se um aumento de volume próximo a duodeno e pâncreas, mas não foi possível fechar o diagnóstico.

O animal foi submetido a uma cirurgia para que se investigasse esse possível achado na ultrassonografia. Durante a laparotomia exploratória, foi descoberto que o aumento de volume era uma massa localizada no mesentério, que estava aderida ao duodeno, causando necrose e aumento deste. Foi realizada a retirada deste seguimento e do mesentério.

As primeiras 48 horas foram cruciais para o reestabelecimento do animal, mas este, por ser um felino e de idade avançada, não resistiu e veio a óbito.

- Imagem da região mesogástrica mostrando uma formação próxima a duodeno:

- Cirurgia de laparotomia para retirada da massa:


Ovários policísticos ou císticos estão relacionados ao cio persistente. Os cistos foliculares são raros e resultam na secreção prolongada de estrógenos, sinais prolongados de pró-estro e estro e/ou atração por machos.

Pode não ocorrer ovulação, durante este ciclo estral anormal. Pode-se suspeitar de cistos foliculares em cadelas que apresentem manifestações clínicas de cio por mais de 21 dias.

Nas gatas são mais difíceis de diferenciar dos ciclos frequentes e normais. Uma castração (ovário histerectomia) é o mais indicado.

 

Imagens de ovários císticos e policísticos:


Foi realizado o exame de ultrassonografia em um felino persa de 8 anos, com histórico de urinar com sangue e pouco, e uma possível insuficiência renal aguda.

No exame clínico, antes de realizar os exames laboratoriais para saber avaliar a função renal, o animal apresentava urina com sangue, prostração e dor.

Durante o exame de ultrassonografia, observou-se que ambos os rins apresentavam múltiplos cistos e aumento de volume. Os rins policísticos podem não apresentar sinal clínico ou uma insuficiência renal progressiva. Pode aparecer pielonefrite intecorrentemente e precipitar a insuficiência renal.

O diagnóstico baseia-se nos achados físicos, radiográficos ou em exames ultrassonográficos.

Em casos como este, o ideal é fazer um acompanhamento do animal, já que, não se pode retirar ambos os rins.

 

- Ambos rins com vários cistos em seu interior:

 


O sangramento e secreção que algumas cadelas apresentam logo após o cio, podem estar relacionados ao uso de anticoncepcionais (progesterona de longa duração para retardar o estro), infecção por inseminação ou pós-cópula,  podendo no futuro causar infecção de ovário e útero (pioemetra).

A piometra é um distúrbio diestral hormonalmente mediado, caracterizado pelo endométrio anormal com infecção bacteriana secundária.

Os sinais clínicos são vistos logo após o estro (4 a 8 semanas) ou administração de anticoncepcionais, e incluem letargia, anorexia, poliúria, podipsia e vômito. Quando a cérvix está aberta, encontra-se uma secreção purulenta e frequentemente com sangue. Quando está fechada, não ocorre secreção alguma e o útero fica com grande aumento de tamanho e aparece uma distensão abdominal. Os sinais podem progredir rapidamente para choque séptico e morte.

Nos exames laboratorias a leucometria do animal pode parecer normal, mas, na maioria das vezes, aumentada. A ultrassonografia abdominal é o método mais utilizado para o diagnóstico final, visualizando um grande aumento dos cornos uterinos e quantidade significativa de celularidade dentro destes.

O tratamento mais eficaz é a retirada do útero e ovários por cirurgia (OSH- ovário salpingo histerectomia).

- Cornos uterinos com aumento no volume e conteúdo com celularidade:

- Após retirada cirúrgica de útero e ovários:


Foi realizado exame de ultrassonografia em um canino de aproximadamente 6 anos que foi encontrado, após ter sido atropelado por um ônibus. No exame clínico, o animal apresentou muita dor abdominal e nas articulações, e urina com sangue, antes dos exames laboratoriais que investigaria o resto das funções.

Durante o exame de ultrassonografia, realizado imediatamente após sua chegada, observou-se que havia líquido livre na cavidade, mas em pouca quantidade e bexiga apresentava bastante celularidade, porém sem estar rompida. Em um segundo exame realizado horas depois, observou um aumento na quantidade de líquido livre, e o baço não apresentava continuidade, com presença de coágulos ao seu redor. A quantidade de celularidade da bexiga havia diminuído e o animal ainda apresentava dor nas articulações.

Posteriormente, o animal foi submetido a procedimento cirúrgico (laparotomia exploratória), em que se observou uma grande quantidade de coágulos, indicando que o próprio animal estava tentando se recuperar, e o baço rompido. O baço foi retirado e o animal ficou internado para recuperação. O animal passa bem até o presente momento.

-Líquido livre próximo ao baço com coágulos:

 - Descontinuidade do baço na imagem ultrassonográfica:

- Baço rompido retirado após cirurgia:


São animais da Família Bradypodidae e da Ordem Edentata (a mesma dos tatus e tamanduás). Esses animais são parentes das preguiças gigantes ou terrestres da Família Megatheriidae que existiram há centenas ou milhares de anos, inclusive na Bahia, onde já foram encontrados seus fósseis. As preguiças atuais ocorrem apenas nas matas do continente americano e estão divididas em cinco espécies diferentes, que podem ter dois ou três dedos nas patas anteriores. No Brasil, existem as de três dedos: Preguiça-comum (Bradypus variegatus) que se encontra desde Honduras ao Norte da Argentina e em todas as  florestas do Brasil, Preguiça de Bentinho (Bradypus tridactylus) se encontra na Venezuela, Bolívia, Rio Orinoco, Guianas adjacentes ao Norte do Brasil, Amazonas, Rio Negro, Rio Amazonas  e Preguiça de Coleira (Bradypus torquatus)  vive somente nos remanescentes florestais do trecho da Mata Atlântica que vai do Rio de Janeiro ao Sul da Bahia e é a espécie mais ameaçada de extinção.

 

CARACTERÍSTICAS

As preguiças são animais de porte médio (cerca de 3. 5 a 6 kg quando adultas), de coloração geral cinza, tracejada  de branco ou marrom ferrugem, podendo ter manchas claras ou negras. Preferem viver em árvores altas, com copa volumosa e densa e muitos cipós, onde se penduram usando as garras que, embora possam parecer assustadoras, praticamente não servem para nenhuma defesa, devido à lentidão dos seus movimentos. Graças a essa extrema lentidão, a sua coloração e ao fato de permanecerem na copa de árvores muito altas, é muito difícil enxergar as preguiças na mata. Mesmo assim, elas têm predadores naturais, como a harpia, as onças e algumas serpentes.

 

AMEAÇAS DE EXTINÇÃO

Atualmente, o principal predador desses animais é mesmo o homem, que as comercializa inescrupulosamente em feiras livres e nas margens de rodovias. A ação do homem sobre esses animais tem sido muito facilitada, nos últimos tempos, pela acelerada fragmentação e destruição das matas, o que leva as preguiças a se locomoverem desajeitadamente pela superfície do solo, de uma ilha de mata para outra, em busca de sobrevivência, ficando totalmente expostas à caça e à captura.

 

CUIDADO MATERNO

As fêmeas dos bichos-preguiça carregam o filhote nas costas e ventre durante aproximadamente os nove primeiros meses de vida. Durante esse período, a mãe protege o filhote, enquanto ele se prepara para sobreviver sozinho no ambiente da mata. Geralmente a ação predadora do homem quando mata a mãe, o filhote não sobrevive.

 

ALIMENTAÇÃO

A seletividade alimentar das preguiças é notadamente alta. Na natureza, alimentam-se de folhas novas de um número restrito de árvores, dentre as quais se conhece a embaúba, a ingazeira, a figueira, a tararanga…  É provável que elas precisem ingerir folhas de mais de uma espécie de árvore para satisfazerem plenamente as suas necessidades nutricionais. Por isso, a sobrevivência das preguiças só é possível em áreas relativamente grandes de mata ou capoeira desenvolvida, para que ela possa encontrar alimento necessário e de boa qualidade. Pelo que se conhece, cada preguiça explora uma área territorial definida, podendo ou não mudar-se para outra depois de algum tempo. Nesse território existe sempre uma árvore preferida, que ela mais frequenta.

OS BICHOS-PREGUIÇA COLECIONAM PARTICULARIDADES  ANATÔMICAS, FISIOLÓGICAS E COMPORTAMENTAIS

  • A sua temperatura corporal é sempre muito próxima da do ambiente, sendo por isso, considerados animais homeotérmicos imperfeitos;
  • O estômago dos bichos-preguiça é um tanto semelhante ao dos animais ruminantes, pois é dividido em quatro compartimentos e contém uma rica flora bacteriana,  que permite a digestão  inclusive de folhas com alto teor de compostos naturais tóxicos;
  • A sua pelagem difere da de todos os outros animais; os seus pelos apresentam ranhuras, propiciando a fixação de algas verdes e cianofíceas, que conferem à pelagem uma coloração esverdeada, que ajuda o animal  a camuflar-se entre as folhas das árvores;
  • As algas que se desenvolvem na sua pelagem servem de alimento para as lagartas de determinadas espécies de mariposa, que vivem associadas aos bichos-preguiça;
  • Várias espécies de besouro e ácaro se alimentam das fezes das preguiças e usam esses animais principalmente como transporte (forésia);
  • Nunca bebem água; a água que necessitam para viver é absorvida do próprio alimento, através das paredes intestinais, durante o processo de digestão;
  • Urinam e defecam apenas a cada 7 ou 8 dias, sempre no chão, próximo à base da sua árvore em que costumam se alimentar. Com isso, há uma reciclagem dos nutrientes contidos nas folhas ingeridas pelo animal, que são parcialmente devolvidos à árvore através dos seus dejetos;
  • Possuem membros compridos, corpo curto, cauda curta e grossa, adaptados para o seu modo de vida (sempre pendurados em galhos da copa de árvores altas);
  • Possuem 8 a 9 vértebras cervicais, o que lhes possibilita girar a cabeça 270 graus sem mover o corpo;
    • Seus movimentos são sempre muito lentos e costumam  dormir  cerca de 14 horas por dia; por isso ganharam o nome de BICHO-PREGUIÇA.

Fonte: www.apromac.org.br/preguicinha.htm

- Bicho-preguiça:

- Bicho-preguiça realizando exame ultrassonográfico:

 


HÁBITOS E CURIOSIDADES

  • As cabras são animais dóceis e curiosos, gostam de cheirar as pessoas, subir em lugares altos e até em árvores.
  • As cabras não comem durante a noite e dormem reunidas à noite.
  • Os cabritinhos brincam entre si e dão cabeçadas uns nos outros.
  • Gostam de comer plantas de folhas largas e cascas de árvores.
  • Comem rápido o alimento, mas depois mastigam de novo a comida.
  • As cabras tem lábios bastante móveis para comer capim rente ao solo.
  • Geralmente uma cabra cria de 1 a 2 cabritinhos de cada vez.
  • O tempo de gestação é de mais ou menos 5 meses ou 150 dias.
  • A cabra possui 2 tetas que produzem em média 2 a 3 litros por dia, mas podem até produzir de 8 a 10 litros se forem bem tratadas e de boa raça.
  • O macho da cabra chama-se bode e geralmente é mais bravo, gosta de dar cabeçadas e é maior do que a cabra.
  • Uma cabra vive mais ou menos de 7 a 8 anos.
  • A cabritinha nova, começa a dar leite aos 13 meses de idade.
  • O Brasil possui cerca de 10 milhões de cabeças de cabras e o estado que mais tem cabras é o Nordeste.
  • Quando a cabra é criada longe do bode, o leite não tem cheiro ruim.
  • A cabra possui rabo curto e para cima e a ovelha tem rabo mais comprido e para baixo.
 Quando em gestação, as cabras sofrem modificações na sua conformação e alterações fisiológicas ou de funcionamento, sendo que as locais são principalmente no útero, que aumenta de volume, modifica sua forma, sua consistência, sua localização, sua contratibilidade e sua excitabilidade e pode se contrair.

Os ovários ficam aumentados devido à presença dos corpos lúteos ou amarelos; a vagina fica flexível e se distende; a vulva torna-se congestionada (inchada) e avermelhada. As glândulas mamárias também aumentam de volume e seu ventre ou barriga vai crescendo.
Além dessas modificações locais, anatômicas e fisiológicas, existem ainda as de ordem geral, que afetam as funções orgânicas gerais. Entre elas, destacam-se:
- desaparece o cio;
- ficam mais calmas;
- digestão mais ativa, aumenta o seu apetite e, por conseqüência, as cabras enxertadas começam a engordar com mais facilidade;
- sua respiração fica mais acelerada no final da gestação;
- circulação e pulsação cardíaca mais ativadas;
- temperatura um pouco mais elevada;
- aumento da secreção urinária;
- funções reprodutivas diminuem de intensidade;
- secreção láctea tem início.

DADOS REPRODUTIVOS

 

Maturidade sexual 6 - 9 meses
Tempo de gestação  152 dias
Número de crias por parto 1 – 3
Número de partos por ano 1

O leite da cabra pode ser tirado com as mãos e máquinas de ordenhar.

 

 
Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br
           www.manera.feis.unesp.br/fazenda%20escola/caprinos.htm

 

- Cabrita de 9 dias:

- Cabrito de um mês: