Felina de 17 anos há cinco meses foi diagnosticada com linfoma intestinal, em que foi realizada ultrassonografia abdominal e foram visualizados linfonodos cólicos com aumento de volume e alteração no hemograma.

No mês atual, foi feita uma nova ultrassonografia para avaliar a evolução do tratamento quimioterápico e foi observada diminuição do volume dos linfonodos mas estes ainda visualizados.

 

 

 

Imagens do exame atual (exame anterior foi feito por outro colega):

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Alterações de tamanho, formato, contorno, ecogenicidade e ecotextura, são indícios de algum processo inflamatório (linfadenopatia), que tem se diferenciar de alteração maligna de benigna.

Alterações internas dos linfonodos tendem a serem mais afetadas por neoplasias. Linfonodos inflamatórios geralmente são mal definidos e hilo hiperecóico; os malignos não inflamados possuem um contorno mais acentuado podendo haver reforço acústico e hipoecóicos.

Segue-se a baixo dois casos distintos de cães com aumento de linfonodos regionais, com alteração em parênquimas hepáticos (grosseiro) e esplênicos (aspecto rentilhado):

Bibliografia: Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais;ed. Guanabara Koogan; Pennick Dominique. & D`Anjou Marc-André.

Canino da raça Dálmata de 3 anos, com aumento de linfonodos regionais abdominais (esplênico, mesentéricos, hepático, renais, intestinais)…e subcutâneos (submandibular, poplíteo, axilar, inguinal):

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Canino da raça Labrador de 8 anos com aumento de linfonodos similares ao do animal a cima:

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Canino Golden Retrivier de 10 anos, no exame clínico apresentou severa  distensão da vesícula urinária.

No exame ultrassonográfico foi observada vesícula urinária  severamente distendido com grande quantidade de celularidade,cristais e coágulos. Rins com dilatação em pelve, sendo no rim esquerdo com dilatação de ureter até porção distal (hidroureter e hidronefrose discreta). Uretra prostática e penina com dilatação podendo considerar uma uretrite ou processo obstrutivo.

Ainda foi visualizado linfonodo mesentérico reativo sinalizando possível processo inflamatório ou neoplásico.

Foi recomendado associar com outros exames complementares para fechar o diagnóstico (urografia excretora/ radiografia).

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O primeiro caso clínico, foi uma cadela Poodle de 18 anos, com suspeita clínica de piometra fechada (infecção uterina). No exame clínico apresentou dor abdominal e convulsão.

No exame ultrassonográfico foi observado aumento do útero e paredes hiperecóicas e espessadas com moderado líquido livre abdominal e ainda apresentava uma massa heterogênea de contornos irregulares. Além de gastroenterite e doença renal crônica.

O animal veio a óbito durante o exame ultrassonográfico.

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O outro caso clínico, foi de uma cadela de 16anos SRD, que na bioquímica apresentou aumento das enzimas hepáticas, a urina com odor forte e concentrada.

No exame ultrassonográfico foi visualizado; em vesícula urinária intensa celularidade e cristais; rim direito com presença de dois cistos em córtex renal; Adrenais com grande aumento de volume, sendo a esquerda levemente heterogênea; o fígado apresentou  parênquima heterogêneo com presença de nódulos hipoecóicos e um cisto em lobo direito e vesícula biliar com intensa lama e cálculos com dilatação de ducto cístico.

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Por o site estar há um tempo sem posts novos. Resolvi publicar alguns casos da minha rotina que considero relevantes e peculiares. Vou publicando mais casos com o decorrer da semana.

Canina poodle de 13 anos com alterações neurológicas e síndrome vestibular; aumento da fosfatase alcalina e enzimas renais. Foi visualizado em topografia de rim direito, uma estrutura medindo 6,0cm (volume aumentado), apresentou pelve dilatada por conteúdo anecóico com estruturas hiperecóicas em suspensão (celularidade/cristais) e faixas hiperecóicas periféricas compatíveis com septo interventricular, sugerindo hidronefrose severa. Ureter direito dilatado até a região distal, medindo até 1,2cm de diâmetro (hidroureter).

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Felino de dois anos, foi observada em região mesogástrica estrutura tubular de contornos irregulares, heterogênea com conteúdo hiperecóico fazendo reverberação (gás?) e com perda de arquitetura em segmento de cólon medindo cerca de 5,0cm. Nos demais segmentos de alça, as paredes estavam preservadas no momento do exame. Peristaltismo habitual (enteropatia). Mesentério adjacente hiperecóico difuso (reativo) com presença de ligeira quantidade de líquido livre abdominal ecogênico, sugerindo processo inflamatório (peritonite). Possivelmente um Linfoma intestinal… Animal não fez o teste de FIV/FELV. Ele veio a óbito horas depois…e não foi feita necrópsia.

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Canino de 1,5 anos, com suspeita de leptospirose, no exame clínico foram observadas mucosas ictéricas, aumento abdominal, urina escura e prostração. No exame ultrassonográfico foi observada bexiga com intensa celularidade e coágulos, líquido livre abdominal, fígado com diminuição do tamanho e contornos irregulares(cirrose), e pancreatite.

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Canino com possível choque séptico. Nota-se o fígado bem hipoecóico,  rins com aumento de volume e corticais espessas (IRA) e esplenomegalia. No exame laboratorial, apresentou aumento de úreia, creatinina, ALT, AST e fofastase.
O clínico relatou que o animal foi mordido durante uma briga com outro cão, onde no local da mordida, após dois dias já estava com miíase e o animal não se levantava, estava com olhar fixo e membros rígidos…

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A cistite polipóide causa espessamento de parede pela presença de múltiplas e pequenas massas que se projetam para o lúmen. A avaliação citológica ou histológica se faz necessária na diferenciação de pólipos e neoplasia (Carvalho, 2004).

* para visualizar o vídeo do exame feito no animal a seguir, acesse https://www.facebook.com/veterinariapriscillapinel .

Imagem de um canino SRD com espessamento de parede e presença de forma vegetativa em parede:

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Os cãe são os mais acometidos. A neoplasia maligna  mais comum é o carcinoma de células de transição, no qual se observa espessamento focal da parede como uma massa irregular que se estende para o lúmen. As benignas mais comuns são os papiloma e o hemangiomas (Carvalho, 2004).

Massas pequenas podem ser detectadas desde que a repleção vesical seja adequada. Em porção caudal é mais comum do que em porção cranial. A bexiga pode estar difusamente envolvida pela neoplasia, causando espessamento de parede, semelhante a cistite crônica (Carvalho, 2004).

Não é recomendada a aspiração por agulha fina, pois pode causar risco de semear células tumorais no trajeto da agulha. Linfonodos ilíacos e sublombares devem ser avaliados para pesquisa de metástase (Carvalho, 2004).

 

Imagens de um canino, em região intraluminal em contato com parede dorsal, foi observada imagem arredondada de contornos definidos e irregulares, heterogênea, medindo 3,6 cm x 2,2 cm:

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