Cadela de 3 anos cruzou a 35 dias, apresentando secreção sanguinolenta.

No exame ultrassonográfico foram visualizadas pelo menos seis vesículas gestacionais, com a presença de fetos sem batimento com espessamento da parede da vesícula, e tendo pelo menos um feto bem formado com definição de tórax a abdomen, e os outros com formação óssea e pouca definição de tórax e abdomen.

Ainda foi visto o baço bem aumentado e fígado hipoecóico da cadela. Sugerindo uma possível hemoparasitose e morte fetal em várias fases gestacionais.

Em alguns casos hemoparasitoses (doença do carrapato), acabam baixando muito o sistema imune, e com isso a gestação é interrompida, ou pode haver má formação fetal. O fígado hipoecóico também justificaria uma hepatopatia aguda (toxemia).

_PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1141580 _PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1143020 _PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1145180 _PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1147210 _PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1148240 _PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1148450 _PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1155280 _PALOMA_CAN_3A_SRD_20160513114009_1202390


Nas cadelas adultas, pode ocorrer inflamação vaginal. Sendo rara em gatas. A vaginite quase sempre se dá por uma infecção bacteriana, que pode ser secundária a anormalidades conformacionais. Uma infecção viral, corpo estranho vaginal, neoplasia, hiperplasia vaginal, esteróides androgênicos ou situações intersexuadas também podem causar vaginite (Merck, 2001).

O sinal clínico mais comum é secreção vulvar. Também pode se observar lambedura vulvar, atração de machos e micção frequente. O hemograma e bioquímico estarão normais, com isso, pode se diferenciar vaginite de piometra de cérvix aberta. Para diagnóstico diferencial a ultrassonografia é o exame mais indicado (Merck, 2001).

A involução uterina pós-parto ocorre em 9 a 12 semanas, havendo presença de lóquio (secreção hemorrágica) durante quatro a seis semanas, fisiológico durante esse período, já queestá ocorrendo a reconstrução do endométrio. Mas, em algumas das vezes estas secreções podem ser preocupantes, fazendo com que a ultrassonografia seja muito importante para uma involução uterina normal no pós-parto, identificando possíveis alterações como retenção de placenta, metrite, etc. Caracterizando pelo aumento da parede uterina e conteúdo em seu lúmen (Carvalho, 2004).

Acompanha-se normalmente até 24 dias após o parto, sendo que nos primeiros dias, suas paredes estarão espessas e irregularescom conteúdo luminal e restos de membranas fetais e maternas. Após 24 dias, suas paredes estarão finas e com conteúdos luminal mais homogêneo à medida que os líquidos forem expelidos. Quando a involução se completa, os cornos uterinos se apresentam tubulares, uniformes e hipoecogênicos (Carvalho, 2004).

Muitas vezes é difícil distinguir no exame ultrassonográfico, coágulos e restos de membranas de retenção de placenta (fisiológicos). Deve se considerar a diminuição ou não do tamanho uterino (Carvalho, 2004).

Imagem de uma cadela com conteúdo com celularidade em cérvix após o parto, em exame clínico, foi observada secreção mucopurulenta (provavelemente vaginite):

picer2 pilcervix piut

Imagem de uma felina do útero após abortamento, a diferenciação é bem discreta, pois em ambos os casos ainda haverá conteúdo com celularidade em útero, tendo que fazer um acompanhamento para evitar uma infecção secundária:

FRAJOLA_FEL_PCB7A_ALINE_20140203152150_1525500 FRAJOLA_FEL_PCB7A_ALINE_20140203152150_1532130

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A ultrassonografia é um método confiável para o diagnóstico da gestação em pequenos animais.

Uma gestação normal é de 65 dias em cadelas e 61 dias em gatas.

A ultrassonografia é útil no monitoramento do desenvolvimento fetal e embrionário normais. O primeiro indicador confiável de gestação é a detecção das bolsas gestacionais, que aparecem como pequenas estruturas anecóicas de paredes finas. O embrião pode ser distinguido aos 23 a 25 dias nas cadelas e 16 a 18 dias em gatas. O desenvolvimento fetal é mais rápido após o 30º dia de gestação, permitindo a identificação dos órgãos internos.

Existem parâmetros de mensuração das dimensões fetais, nos quais, auxilia no tempo do parto estimado com uma precisão de mais ou menos 2 ou 3 dias.

A ultrassonografia gestacional também é utilizada para visualizar os batimentos fetais normais, formação fetal e se houver absorção embrionária.

 

A seguir algumas imagens de fases gestacionais:

Gata com 43 dias, visualização de ossos e órgãos internos:

PANTERA_FEL_1_5A_PCB_CARLOS_EDUARDO_20140701162100_1626160

PANTERA_FEL_1_5A_PCB_CARLOS_EDUARDO_20140701162100_1629090

Cadela com 32 dias de gestação, nota-se vesículas mais aparentes, mas com formação cardíaca e de alguns órgãos.

_PANDORA_CAN_SHINAUZER_3A_20140828095018_0952540 _PANDORA_CAN_SHINAUZER_3A_20140828095018_1000290 _PANDORA_CAN_SHINAUZER_3A_20140828095018_1004220

Imagens de outra cadela com 43 dias, presença de formação óssea e órgãos internos mais aparentes:

_AYKA_CAN_3A_SHITZU_20140805153157_1532450 _AYKA_CAN_3A_SHITZU_20140805153157_1535410 _AYKA_CAN_3A_SHITZU_20140805153157_1536470

Imagens de mais uma cadela com 58 dias, órgãos internos totalmente formados, com presença de motilidade intestinal, visualização de rins, pulmão e fígado:

BELA_CAN_SRD_1_5A_FIRMINO_20140218150118_1503460 BELA_CAN_SRD_1_5A_FIRMINO_20140218150118_1504400 BELA_CAN_SRD_1_5A_FIRMINO_20140218150118_1505220 BELA_CAN_SRD_1_5A_FIRMINO_20140218150118_1505590 BELA_CAN_SRD_1_5A_FIRMINO_20140218150118_1508160

Imagens de uma cadela agora com 65 dias:

BELA_CAN_TECKEL_1_6A_JORGE_20140527113216_1134190 BELA_CAN_TECKEL_1_6A_JORGE_20140527113216_1135120 BELA_CAN_TECKEL_1_6A_JORGE_20140527113216_1139020 BELA_CAN_TECKEL_1_6A_JORGE_20140527113216_1141350 BELA_CAN_TECKEL_1_6A_JORGE_20140527113216_1141370

 

 

Fonte: Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais.

 

 

 


Se seu animal está gestante é possível visualizar no exame ultrassonográfico se seus fetos estão vivos, pelos batimentos cardíacos e se estão formados adequadamente. Conseguimos ver seus orgãos definidos de acordo com o tempo de gestação.

Mas algumas anormalidades também podem ser vistas em cadelas e gatas, sendo as mais comuns a absorção (morte embrionária antes de 25 dias) e o abortamento (morte fetal após 35 dias). A absorção embrionária se manifesta como uma perda das bolsas gestacionais anecóicas normais, com acúmulo de material ecogênico dentro do lúmen, ausência dos batimentos fetais, desintegração embrionária e colapso final da bolsa gestacional associado ao espessamento da parede uterina.

Sinais de morte fetal incluem a ausência de batimentos cardíacos e do movimento fetal, postura anormal do feto, volume reduzido e ecogenicidade aumentada dos líquidos fetais, acúmulo de gás dentro do feto ou do útero e desintegração fetal.

Fonte: Atlas de Ultrassonografia de Pequenos Animais; Dominique Penninck & Marc-André d’Anjou; ed. Guanabara Koogan.

reabsorcaofetal - Imagem de morte fetal em uma gata (A,B,C e D) e uma cadela ( E e F):

foto 1 (1)

- Cadela gestante com aproximadamente 45 dias:

image

 

- Mesmo animal em que o corno direito apresenta duas vesículas gestacionárias sem presença de batimentos fetais e desintegração embrionária:

image[1]


HÁBITOS E CURIOSIDADES

  • As cabras são animais dóceis e curiosos, gostam de cheirar as pessoas, subir em lugares altos e até em árvores.
  • As cabras não comem durante a noite e dormem reunidas à noite.
  • Os cabritinhos brincam entre si e dão cabeçadas uns nos outros.
  • Gostam de comer plantas de folhas largas e cascas de árvores.
  • Comem rápido o alimento, mas depois mastigam de novo a comida.
  • As cabras tem lábios bastante móveis para comer capim rente ao solo.
  • Geralmente uma cabra cria de 1 a 2 cabritinhos de cada vez.
  • O tempo de gestação é de mais ou menos 5 meses ou 150 dias.
  • A cabra possui 2 tetas que produzem em média 2 a 3 litros por dia, mas podem até produzir de 8 a 10 litros se forem bem tratadas e de boa raça.
  • O macho da cabra chama-se bode e geralmente é mais bravo, gosta de dar cabeçadas e é maior do que a cabra.
  • Uma cabra vive mais ou menos de 7 a 8 anos.
  • A cabritinha nova, começa a dar leite aos 13 meses de idade.
  • O Brasil possui cerca de 10 milhões de cabeças de cabras e o estado que mais tem cabras é o Nordeste.
  • Quando a cabra é criada longe do bode, o leite não tem cheiro ruim.
  • A cabra possui rabo curto e para cima e a ovelha tem rabo mais comprido e para baixo.
 Quando em gestação, as cabras sofrem modificações na sua conformação e alterações fisiológicas ou de funcionamento, sendo que as locais são principalmente no útero, que aumenta de volume, modifica sua forma, sua consistência, sua localização, sua contratibilidade e sua excitabilidade e pode se contrair.

Os ovários ficam aumentados devido à presença dos corpos lúteos ou amarelos; a vagina fica flexível e se distende; a vulva torna-se congestionada (inchada) e avermelhada. As glândulas mamárias também aumentam de volume e seu ventre ou barriga vai crescendo.
Além dessas modificações locais, anatômicas e fisiológicas, existem ainda as de ordem geral, que afetam as funções orgânicas gerais. Entre elas, destacam-se:
- desaparece o cio;
- ficam mais calmas;
- digestão mais ativa, aumenta o seu apetite e, por conseqüência, as cabras enxertadas começam a engordar com mais facilidade;
- sua respiração fica mais acelerada no final da gestação;
- circulação e pulsação cardíaca mais ativadas;
- temperatura um pouco mais elevada;
- aumento da secreção urinária;
- funções reprodutivas diminuem de intensidade;
- secreção láctea tem início.

DADOS REPRODUTIVOS

 

Maturidade sexual 6 - 9 meses
Tempo de gestação  152 dias
Número de crias por parto 1 – 3
Número de partos por ano 1

O leite da cabra pode ser tirado com as mãos e máquinas de ordenhar.

 

 
Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br
           www.manera.feis.unesp.br/fazenda%20escola/caprinos.htm

 

- Cabrita de 9 dias:

- Cabrito de um mês:

 

 


22mai

Jararaca

Jararaca

Jararaca é o nome comum dos répteis escamados pertencentes ao género Bothrops da família Viperidae. Tem uma variação muito grande quanto a pele, ação da peçonha, e outras características.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente esbelta e terrestre. Possui corpo marrom com manchas triangulares escuras, faixa horizontal preta atrás do olho, e região ao redor da boca com escamas de cor ocre uniforme.

A cor padrão é extremamente variável, consistindo de uma cor de fundo dorsal, que pode ser bege, marrom, cinza, amarelo, verde-oliva, ou quase marrom. Midbody, essa cor é geralmente um pouco mais leve que a cabeça, anterior e posterior. Esta é revestida com uma série de pale gumes, marrom escuro marcações subtriangular ou trapezoidal de ambos os lados do corpo, os ápices de que alcançar a linha vertebral. Estas marcas podem ser situado em frente uns dos outros, ou parcialmente ou completamente justapostas, a maioria das amostras têm um padrão com todos os três variações. Nos jovens, a ponta da cauda é branca.

A cabeça tem uma proeminente, listra marrom escuro que corre atrás do olho de cada lado da cabeça de volta para o ângulo da boca, geralmente tocando os últimos três supralabiais. Dorsalmente, essa faixa é delimitada por uma área distinta pálido. A língua é negra e a íris é dourada a dourada esverdeada com reticulações ligeiramente mais escuras.

A Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca) é uma serpente encontrada no Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e em regiões adjacentes no Paraguai e Argentina.

São serpentes peçonhentas, muito comuns no Brasil, em especial na região de Cerrado, onde se tem plantio de cereais, pois este tipo de cultivo favorece a presença de roedores, que são sua principal alimentação.

Vive em ambiente preferencialmente úmidos, como beira de rios e córregos, onde também se encontam ratos e sapos, seus pratos mais caçados. Dorme durante o dia debaixo de folhagens secas e úmidas, e gosta de tomar sol, geralmente sol pós chuva.

 

Fonte : http://www.cobrasbrasileiras.com.br/bothrops_jararaca.html

- Exame ultrassonográfico em uma jararaca gestante:

- Feto de jararaca: